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Perfil “ladrão de bola” explica eficiência coxa

Pedro Ken é o recordista de desarmes: em oito partidas, 20 vezes | Albari Rosa/Gazeta do Povo
Pedro Ken é o recordista de desarmes: em oito partidas, 20 vezes (Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo)

Se os jogadores do Coritiba não conseguiram explicar como fazer para manter o mesmo desempenho do fim de semana nas próximas partidas do Brasileirão (após a convincente vitória sobre o São Paulo por 2 a 0, no Couto Pereira), a resposta mais fácil talvez possa ser encontrada nas estatísticas da competição. Mais especificamente nas roubadas de bola.

Nos nove jogos da 9.ª rodada do Nacional por pontos corridos (Corinthians e Fluminense jogam amanhã) o Coritiba foi a equipe que mais desarmou o adversário. Na partida de domingo, por 23 vezes o Alviverde retirou a bola do Tricolor paulista e, em grande parte das oportunidades, arrancou no contra-ataque.

O desempenho fez a equipe ultrapassar o Palmeiras no ranking geral dos desarmes e assumir a segunda colocação. Atualmente o Coritiba soma 173 roubadas e só perde para o Flamengo no quesito – a equipe carioca tem a marca de 206.

"Com certeza esse é um dos motivos da nossa atuação (contra o São Paulo). A marcação é um dos pontos principais do futebol moderno, é só ver que as equipes com maior sucesso são as que marcam melhor", afirma o meia Pedro Ken.

O jogador formado no Coritiba é quem tem a melhor marca da equipe na perseguição ao rival. Em oito partidas, desarmou o adversário em 20 ocasiões. Logo depois dele estão Carlinhos Paraíba (17 roubadas em 6 jogos) e Leandro Donizete (16/8).

A marcação passou a ser uma dos principais pedidos do técnico René Simões quando ele começou a ter mais tempo para treinar – leia-se após a eliminação na Copa do Brasil. Por várias ocasiões o técnico defendeu a sua defesa, que chegou a ser a mais vazada da competição, creditando o problema também a falta de comprometimento de outros setores, principalmente o ataque. As cobranças surtiram efeito.

"O mais importante é o time todo estar concentrado. Não apenas eu, o Carlinhos ou o Leandro. Se a marcação começa lá na frente, como vem acontecendo, por ocasiões acabamos dobrando ela no adversário", diz o jogador que, curiosamente, não tinha a marcação como uma característica destacada. "Não era muito o meu forte. Mas quando me machuquei, olhando de fora, percebi que precisava melhorar isso e comecei a trabalhar."

Melhor do que as estatísticas, contudo, são os exemplos. Com essa mesma estratégia – da marcação coletiva – além do São Paulo o Coxa venceu o Internacional (1 a 0) pela Copa do Brasil, o Flamengo (5 a 0) e o Náutico (1 a 0) pelo Brasileiro. O inverso também é verdadeiro. Quando relaxou, perdeu para o Corinthians e os reservas do Internacional.

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