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Quartas

Peso da camisa

No duelo entre dois gigantes da Europa, Alemanha bate a França pelo placar simples. Os alemães alcançam pela quarta vez consecutiva a semifinal do Mundial, recorde absoluto

Benzema lamenta a desclassificação da França, que caiu diante da organizada Alemanha | Hugo Harada
Benzema lamenta a desclassificação da França, que caiu diante da organizada Alemanha (Foto: Hugo Harada)

É por causa de partidas como a de ontem, no Maracanã, que ainda se insiste em valorizar o "peso da camisa". Nem França, nem Ale­­manha, jogaram bem. Ao término do clássico europeu, entretanto, prevaleceu a eficiência dos germânicos: 1 a 0, gol de Hummels.

"A diferença foi muito pequena. Faltou para o nosso time a experiência internacional dos alemães, uma seleção acostumada com a Copa do Mundo", reconheceu Didier Deschamps, treinador dos Bleus, sobre o próximo adversário do Brasil.

Com o resultado, os alemães alcançam pela quarta vez consecutiva a semifinal do Mundial, recorde absoluto. No entanto, seguiram em frente somente em 2002, quando acabaram derrotados pelo Brasil (2 a 0) na decisão, na Coreia do Sul e no Japão.

Nas duas seguintes, pararam nesta fase. Jogando dentro de casa, em 2006, foram eliminados pela campeã Itália (2 a 0). Quatro anos depois, na África do Sul, a Espanha, mais tarde também campeã, passou por 1 a 0.

O desafio agora é quebrar a escrita e voltar a ser campeão mundial, algo que não acontece desde 1990 – as outras conquistas foram em 1954 e 74. Precavido, o técnico Joachim Löw prefere não prometer nada.

"As equipes nas semifinais são as com maiores qualidades. Estamos há muito tempo entre os últimos quatro. Temos uma equipe densa, sólida", analisou o alemão.

O comandante refuta que a falta de títulos possa pesar no momento decisivo. O argumento é o retrospecto vencedor dos jogadores que formam a base de sua seleção, pertencentes ao Bayern de Munique e ao Borussia Dortmund.

"Temos excelentes jogadores, que já foram campeões da Liga dos Campeões, por exemplo, com o Bayern de Munique. Não é um problema para eles participarem de decisões", diz Löw.

No conjunto titular da Alemanha que entrou em campo ontem, seis atletas são do clube da capital do país: Neuer, Lahm, Boateng, Schweinsteiger, Kroos (que deve se transferir para o Real Madrid) e Müller. Venceram o principal torneio europeu em 2012/13.

Entrosamento capaz de fazer a seleção triunfar mesmo sem atuar bem, como ocorreu contra os franceses. Após uma pressão inicial, os alemães marcaram aos 13 minutos, em falta cobrada pelo meia Kroos que o zagueiro Hummels mandou de cabeça para as redes.

A partir daí, mais "canchados" que os adversários, apenas administraram as ações. Sofreram ataques perigosos na etapa final, barrados por Neuer, mas tiveram as melhores chances nos contra-ataques. Por duas vezes, o atacante Schürlle perdeu a chance de ampliar.

"Era certo que a França atacaria. Tinham mais jogadores na frente, fizeram lançamentos na área. Arriscaram tudo ou nada. Mas soubemos vencer", analisou Hummels.

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