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Política

Pleito atleticano dá poder à organizada

Os Fanáticos têm boa parte do colégio eleitoral na mão e promete votar em bloco no mesmo candidato, possivelmente Petraglia

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Julião: falta pode ser justificada até por jogo de futebol. |

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Julião: falta pode ser justificada até por jogo de futebol.

A torcida organizada Os Fanáticos terá um papel decisivo na escolha do futuro presidente do Atlético. E a tendência é que ela apoie Mario Celso Petraglia – antigo desafeto da facção.

Estimativas internas mostram que até 9 mil sócios (donos de cadeira) poderão votar no pleito do dia 15 de dezembro, mas apenas 50% dos aptos costumam comparecer no dia da eleição (esse ano o pleito será em dezembro). Destes, de 2 a 3 mil são membros da uniformizada, segundo o seu presidente, o vereador Júlio César Sobota, o Julião da Caveira.

Participam da sucessão rubro-negra os associados ininterruptos nos últimos três anos. De acordo com o presidente do Conselho De­­li­­berativo do clube, Gláucio Geara, o levantamento sobre o colégio eleitoral ainda está sendo feito.

Mesmo assim, dentro desta mesma diretoria admite-se que a organizada será o fiel da balança nas urnas. Algo que preocupa a si­­tuação. "É difícil [votarmos] nessa diretoria em geral. São pessoas maravilhosas. Por serem tão do bem, deixaram o Atlético chegar nessa si­­tuação. Deixaram a maionese de­­sandar", diz Sobota.

Diogo Fadel, Henrique Gaede, Yára Eisenbach e Enio Fornea se­­guem como os possíveis candidatos da situação. Este último sairia candidato ao Deliberativo, espécie de legislativo atleticano.

Julião garante que o escolhido pela organizada será decidido mais próximo do pleito e que o voto será em bloco. No entanto, ao falar de Marcos Malucelli, ele deixa claro como pensa. "É um cara do bem, mas para comandar o clube ele não tem a pegada que o futuro presidente do Atlético, o Petraglia, tem. Este, se precisar entrar no vestiário e meter a mão na cara, ele faz", defende.

O vereador admite que havia divergências entre Petraglia e Os Fanáticos pelo fato de o candidato acusar a organizada de ser concorrente do clube na venda de materiais esportivos. Mas até isso não será mais problema. "Se a futura diretoria achar que estamos atrapalhando, com faixas, bandeiras, batuque e alegoria, nós abrimos mão de divulgar o nosso trabalho para incentivar o Atlético de outra forma", finaliza Sobota.

Na outra organizada do clube, a Ultras, a postura é de manter a neutralidade até que se tenha um candidato escolhido. No entanto, segundo o diretor-geral, Gabriel Barbosa, em torno de 130 afiliados po­­derão votar, o que diminui a im­­­portância da facção dentro do jogo político rubro-negro.

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