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Lutas

À sombra do ‘fim’, Wanderlei fracassa

Lutador paranaense de 35 anos perde para o norte-americano Rich Franklin no UFC 147, reforçando a ideia da aposentadoria

Wanderley Silva sofre um soco de Franklin: sem explicação | Inovafoto/ Divulgação
Wanderley Silva sofre um soco de Franklin: sem explicação (Foto: Inovafoto/ Divulgação)

Um burburinho melancólico tomou conta do Mineirinho assim que o gongo sinalizou o final da luta entre o paranaense Wanderlei Silva, 35 anos, e o americano Rich Franklin, 37, na madrugada de ontem, em Belo Horizonte. O UFC 147, que entrou para a história como as primeiras finais do reality show The Ultimate Fighter Brasil, também ficou marcado pelo anticlímax da derrota do paranaense que um dia foi imbatível no ringue.

Só que para Wanderlei, o passado parece cada vez mais distante. Com exceção da parte final do segundo round, quando mostrou um resquício daquele lutador que intimidava os rivais com socos e joelhadas potentes e ficou perto do nocaute, o Cachorro Louco claramente trava uma batalha contra o tempo. A "loucura" não está mais tão evidente. Os músculos já não respondem aos estímulos da mesma forma. A vontade permanece a mesma, mas por si só ela não basta.

Abatido, o curitibano mal sabia como explicar o resultado adverso em seu primeiro combate no Brasil após 12 anos. "Galera, obrigado [pelo carinho]. É uma honra lutar por vocês. Dei meu máximo, quase nocauteei. Queria muito ter dado esse nocaute, essa vitória para vocês. Desculpa, galera", disse o ex-campeão do Pride, que venceu apenas três de seus últimos dez desafios.

Um lutador comum com tais resultados teria sido demitido do UFC há tempos. Wanderlei Silva, no entanto, está longe de ser mais um. Mesmo com o histórico recente de fracassos, ele ainda tem muito prestígio, principalmente por seu carisma com os fãs. Ele tenta ganhar, em outubro, no Rio, a esperada revanche contra Vitor Belfort, que só não aconteceu ontem por causa da lesão na mão esquerda do carioca. A direção do UFC, porém, classificou como improvável a luta.

Para Franklin, que já havia vencido o brasileiro em 2009, também por decisão unânime, Wanderlei ainda provou que é um competidor duro, mesmo à sombra da aposentadoria. "Não é minha decisão comentar se ele deve ou não se aposentar, é uma decisão dele. Ele veio forte, foi uma grande luta. Ele fez um bom trabalho, porque de outra forma eu lembraria dos cinco rounds", contemporizou o americano, admitindo só lembrar de "flashes" do duelo.

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