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Olimpíada

Acusado de comprar votos para garantir Olimpíada no Rio, empresário levou quase R$ 3 bi do governo

Ex-presidente do COI, Jacques Rogge , anuncia a vitória do Rio: sob suspeita. | CD/acg/CHARLES DHARAPAK
Ex-presidente do COI, Jacques Rogge , anuncia a vitória do Rio: sob suspeita. (Foto: CD/acg/CHARLES DHARAPAK)

Tido como a ponte para a compra de votos que definiram a vitória do Rio como sede da Olimpíada 2016, o empresário Arthur Cesar Menezes Soares Filho, apelidado de Rei Arthur, é investigado por procuradores da Operação Calicute, braço carioca da Lava-Jato.

De acordo com reportagem do jornal Le Monde, ele teria entregue US$ 1,5 milhão a Papa Diack , filho de Lamine Diack, então presidente da Iaaf (Federação Internacional de Atletismo) e membro influente do Cômite Olímpico Internacional (COI), com o intuito de interferir no resultado que definiu a escolha da sede.

Arthur Soares já foi visto como o maior fornecedor de mão-de-obra terceirizada para o governo fluminense, sempre por intermédio de uma rede de empresas comandada pela Facility, uma empresa de serviços terceirizados como faxina e segurança. Pelos contratos, o grupo de Soares teria recebido quase R$ 3 bilhões no período.

Em janeiro, o empresário deu depoimento aos procuradores da Calicute e afirmou ser amigo do ex-governador Sérgio Cabral, preso por corrupção.

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