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Agora artista, Camila Comin volta para casa

Preocupada com a acomodação do esporte no país, ex-ginasta revelada para o esporte em Curitiba estreia hoje na cidade o espetáculo Corteo, do Cirque Du Soleil

  • Adriana Brum
Camila Comin durante aquecimento para um treino do Cirque Du Soleil: apresentação em casa |
Camila Comin durante aquecimento para um treino do Cirque Du Soleil: apresentação em casa
 
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Agora artista, Camila Comin volta para casa

São sete anos como integrante da trupe do Cirque Du Soleil. Apesar de habituada à rotina do espetáculo Corteo, a ex-ginasta Camila Comin espera sentir novamente a ansiedade de seu primeiro Campeonato Nacional nesta noite, ao entrar no picadeiro giratório do mais famoso circo do mundo, que inicia nova temporada em Curitiba. É a primeira vez que ela se apresenta na cidade em que nasceu para a ginástica.

“Era um sonho desde que deixei a seleção brasileira para fazer parte do circo. Levou sete anos para se realizar, mas vai acontecer”, diz a artista de 30 anos, nascida em São Paulo, mas radicada na capital paranaense. Na plateia, sabe que verá rostos conhecidos: os pais, amigos de adolescência e dos tempos de seleção, como Daniele Hypolito.

De hoje até o dia 8 de dezembro, Camila vai mostrar ao público seu lado artístico, no papel de um anjo, mas ela garante que ainda carrega muito da ginasta que, ao lado de Daniele e Daiane dos Santos, disputou a Olimpíada de Atenas, em 2004, quando ficou em 16.º lugar na disputa individual e em 9.º lugar por equipes.

“Hoje posso mostrar mais minha expressão, perceber mais o público. Antes, estava sempre séria, escondendo dos juízes qualquer sentimento”, compara. Apesar de ter trocado o tablado pelo palco, segue acompanhando as brasileiras nas competições internacionais, pela tevê, e lamenta ver que o trabalho que ela e outras ginastas de sua geração iniciaram não teve continuidade.

“Lutamos tanto, passamos por tanta dificuldade. Em dez anos, levamos o Brasil da 23.ª para a 8.ª co­­lo­­­­cação mundial. A falta de continuidade dessa evolução foi causada por uma série de fatores, um deles foi que os bons resultados trouxeram uma acomodação. A geração seguinte achou que seria fácil manter o que fizemos. Vendo que as coisas não estavam andando bem, quando já era tarde demais, [só agora] começa uma geração para 2016”, fala.

A união das ginastas, destaca, foi um dos fatores que permitiu ao grupo que competiu os Jogos de 2004 e 2008 ter os melhores resultados da história. “Trouxemos isso conosco até hoje. Na época, todas queríamos o melhor resultado por equipes, para então pensarmos nas nossas metas individuais.”

A última Olimpíada, no ano passado, em Londres, Camila acompanhou pela tevê e viu a equipe não se classificar em nenhuma final. “Doeu assistir. Ainda mais sabendo que tinha parte do meu trabalho ali, perdido. Todos esses anos que lutamos foram quase em vão”, diz a ex-ginasta, que hoje mora no Canadá.

Camila recebeu o convite de um olheiro do circo em 2000, que acompanhou a Olimpíada de Sydney buscando opções para fazer parte do grupo, mas ela só se integrou à trupe em 2007. Também faz parte do projeto social Circo do Mundo, que dá aulas para crianças carentes. “Quero mostrar que as crianças podem sonhar como sonhei, que podem chegar longe”, fala.

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