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Vela

Apoio virtual banca sonho olímpico

Paranaense Larissa Juk já passou da quantia que pretendia arrecadar para comprar seu próprio barco da classe Laser

Larissa Juk: sem patrocínio, ela apela para “vaquinha virtual” | Alvarélio Kurossu/ Diário Catarinense
Larissa Juk: sem patrocínio, ela apela para “vaquinha virtual” (Foto: Alvarélio Kurossu/ Diário Catarinense)

Entre um projeto para financiar um livro infantil e outro para viabilizar uma viagem pelo mundo em uma Kombi, está o pontapé inicial para o sonho olímpico da iatista paranaense Larissa Juk. Sem patrocinadores, a velejadora curitibana decidiu apostar no crowdfunding, o financiamento coletivo ou "vaquinha virtual", para comprar seu próprio barco na classe Laser. O plano era arrecadar pelo menos R$ 24,3 mil, preço para importar o barco da Austrália. Até ontem tinha conseguido R$ 26,9 mil através de 212 apoiadores.

O objetivo inicial foi alcançado na quarta-feira passada, com a ajuda de amigos e, principalmente, de desconhecidos que doaram a partir de R$ 15 em um site especializado em arrecadar verba para projetos pessoais – como o do livro infantil ou o da volta ao mundo.

Para angariar a ajuda no mundo virtual, a curitibana campeã mundial militar e universitária na categoria Match Racing lançou um vídeo em que conta seus principais predicados esportivos e que tem depoimentos de nomes mais conhecidos do esporte, como Lars Grael (medalha de bronze nas Olimpíadas de Seul-1988 e Atlanta-1996, na classe Tornado) e Marcelo Ferreira (ouro nos Jogos de Atlanta e de Atenas-2004, bronze em Sidney-2000, na classe Star).

A produção e a trilha sonora do vídeo foram feitos por amigos de Larissa na base da camaradagem. Aos apoiadores, Larissa ofereceu mimos, que vão de um "muito obrigada" a passeios com a velejadora no novo barco. "A Confederação Brasileira de Vela apoia o primeiro colocado em cada classe. Como estou migrando agora para essa categoria, o crowdfunding foi a solução que encontrei", conta Larissa.

A iatista de 29 anos vai para sua terceira tentativa de classificação olímpica. A primeira foi para os Jogos de Pequim (2008), quando se mudou para a Suíça e treinou com Marina Kienitz e Mariana Basílio. A segunda tentativa, para os Jogos de Londres (2012), foi com um barco emprestado pela confederação brasileira e formando trio com Renata Decnop e Gabriela Nicolino. "Eram 12 vagas. Ficamos em 15.º lugar. Ficar tão perto e não conseguir foi um baque", conta.

Como a Match Racing não será disputada nos Jogos do Rio, Larissa decidiu migrar para a Laser. "Outras atletas estão fazendo o mesmo. Em janeiro, concorremos à Copa do Brasil, o campeonato que decide quem será a número 1 do país. Por isso é importante ter o barco o quanto antes e começar a treinar. Do valor que eu receber além dos R$ 24,3 mil, 80% vão para outros serviços para minha preparação e 20% vou doar para uma escolinha de ensino da vela em Guaratuba", conta.

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