A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) mudou de ideia e decidiu conceder a Bolsa Pódio para as atletas do revezamento 4x100 metros brasileiro, eliminadas da final do Mundial de Moscou depois de um erro na passagem do bastão.
O caso veio à tona na última sexta. A Confederação justificou que, como o Brasil foi desclassificado na decisão, ficou sem uma posição definida.
"O programa prevê atletas entre os 20 primeiros no ranking mundial nas provas individuais. Excepcionalmente a CBAt conseguiu junto ao Ministério que os revezamentos que ficassem entre os oito primeiros no Mundial de Moscou também entrariam. O 4x400m masculino obteve isto, mas o 4x100m feminino foi desclassificado. Portanto, não obteve classificação, infelizmente", havia justificado a CBAt.
O secretário de alto rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, indicou que a CBAt errou no entendimento inicial e mudou de ideia.
"Elas têm direito. Foram para uma final. Têm muita chance de ganhar medalha nos Jogos do Rio. A definição é que elas têm direito sim ao benefício", disse o dirigente.
Com a decisão de incluir Vanda Gomes, Rosângela Santos e Evelyn dos Santos no Bolsa Pódio, as três receberão bolsa por um ano. O valor será de R$ 11 mil até dezembro, quando pode ser revisto para cima ou para baixo. Além disso, elas terão R$ 20 mil para investir em equipamento e viagens para competir no País e no exterior.
Ana Cláudia Lemos e Franciela Krasucki já estavam na lista inicial da CBAt por estarem entre as 20 melhores do ranking mundial dos 100 metros.



