
O Comitê Olímpico Internacional (COI) proibiu atletas de realizarem uma homenagem nos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi à esquiadora canadense e campeã olímpica Sarah Burke, que morreu em janeiro do ano passado em acidente durante treino.
O COI disse a pelo menos uma atleta, a australiana Torah Bright, do snowboard, para não usar um adesivo que lembrava a colega. "É uma questão do que é ou não apropriado e onde é o lugar mais adequado", argumentou Mark Adams, porta-voz do COI. "A Olimpíada é um lugar para celebração, e provavelmente não é o lugar certo para fazer isso. Nós gostaríamos que [essa homenagem] ficasse separada dos Jogos", acrescentou.
O alerta do COI ocorreu após vários atletas terem entrado na área de competição usando adesivos que traziam o nome de Sarah. A posição do comitê não foi bem recebida.
"Eu sempre uso um adesivo com o nome de Sarah. O COI, porém, interpretou que os adesivos são um manifesto político e os baniram. Que coisa", protestou Torah.
O COI também enviu uma carta ao Comitê Olímpico Norueguês afirmando que a decisão de seus atletas de usarem braçadeiras negras em memória de um parente de um dos atletas que morreu pouco antes dos Jogos era "inapropriada".



