
A cada R$ 3 investidos nos esportes de alto rendimento do Paraná via Lei de Incentivo Federal, R$ 1 vem da esfera pública. A participação da iniciativa privada no primeiro trimestre de 2013 superou a dos cofres públicos, chegou a R$ 4 milhões e apoia 14 projetos pelo estado. Da esfera pública, a verba está em três propostas aprovadas pelo Ministério do Esporte, em um total de R$ 2,3 milhões.
A Volvo é a empresa privada que mais diversificou recursos em projetos de alto rendimento para 2013. A fabricante de veículos comerciais repassou R$ 800 mil para quatro iniciativas: equipes de ginástica rítmica e patinação artística, em Curitiba; de canoagem, em Cascavel; e para a criação de um núcleo de avaliação esportiva na Universidade Estadual de Maringá (UEM).
"A Lei de Incentivo é um mecanismo de isenção fiscal que nos permite apoiar projetos com propostas alinhadas com os princípios da empresa. Como estamos sediados há 35 anos no Paraná, buscamos projetos esportivos no estado, como contrapartida social. Também nos interessa apoiar iniciativas que promovam o desenvolvimento do esporte por esse motivo, escolhemos a patinação e que tenham relevância social", diz a coordenadora do processo de patrocínios do Grupo Volvo América Latina, Anaelse Oliveira.
"Este é o quinto ano que contamos com a Lei de Incentivo, que nos permitiu estar entre as melhores equipes do país. Assim, deixamos de fazer rifas para ter como levar as meninas para competir. Agora podemos dizer que a Agir é grande", conta a presidente da Associação de Ginástica Rítmica (Agir), Claudiane Cassol. Em 2009, ela e outras mães de ginastas foram pioneiras no estado na captação de verbas via Lei de Incentivo. Agora, contam com R$ 835,7 mil vindos da Volvo, da CR Almeida, da Tigre, da Brose e da Caminhos do Paraná.
Nos 40 projetos paranaenses de alto rendimento para 2013, a Volvo é a terceira maior colaboradora. Na liderança dos repasses, uma estatal: o BNDES repassou à Academia Brasileira de Canoagem R$ 1,4 milhão para a construção de um centro de treinamento em São Paulo. A verba entra na conta dos projetos paranaenses porque a beneficiada é uma entidade criada pela Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa), sediada em Curitiba.
O segundo maior investidor no esporte paranaense é a Cielo (empresa de soluções de pagamentos eletrônicos), com R$ 1 milhão destinado à equipe de ginástica artística, comandada pelo ucraniano Oleg Ostapenko, na Federação Paranaense de Ginástica. Ao todo, a equipe pode captar R$ 2,6 milhões (até agora, somou R$ 1,9 milhão).
Da esfera pública estadual, a Copel já autorizou o repasse de R$ 732 mil para o laboratório de fisiologia da UEM, para a otimização das instalações das categorias de base do Atlético e para o time de Cascavel no futsal. Até maio, a empresa estadual de energia deve retomar a "liderança" no posto de maior investidor no esporte via Lei de Incentivo: até lá, deve confirmar novo apoio ao Top 2016 programa estadual de bolsa aos atletas, fala o presidente do Instituto Paranaense de Ciência do Esporte (entidade ligada à Secretaria do Esporte do Paraná). Lissandro Dorst.
Em 2012, a Copel bancou R$ 5,84 milhões do Top 2016 via lei federal, o equivalente 80% do custo total (R$ 7,3 milhões). "Queremos passar de mil para 1,8 mil bolsas. A Copel e a Sanepar já são parceiras. Temos conversado com a Renault [sediada em Curitiba] e com a Syngenta [que tem unidade de negócios em Londrina]", lista Dorst.



