
De um lado, o oito vezes campeão Unilever, do tarimbado técnico Bernardinho; do outro, o paulista Sesi, estreante em finais, do ainda novato técnico Talmo Oliveira.
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O duelo da final da Superliga feminina, hoje, a partir das 10 horas, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, parece um inevitável clichê do duelo entre o gigante e o pequeno. Mas não é.
O Sesi, depois de terminar o primeiro turno da competição em 9.º lugar entre os 14 na disputa, colecionou triunfos. O ápice foi eliminar o favorito Osasco, invicto há 28 jogos e finalista da Superliga nas últimas nove temporadas, na fase semifinal.
"Não tiramos o Osasco da final, conquistamos a vaga. É diferente. Vai ser mais um jogo importante na carreira. Estamos encarando de forma muito natural essa partida", diz Talmo, com uma serenidade oposta à impaciência explícita de Bernardinho à beira das quadras.
O comandante do time carioca, por outro lado, chega à décima final consecutiva (ganhou seis desses títulos) e luta pelo nono troféu da Superliga feminina, considerando as duas taças da equipe quando o projeto ainda estava em Curitiba. Outro desafio para o surpreendente time de Talmo.
Com perfis distintos, os dois treinadores têm, contudo, pontos em comum em suas trajetórias.
Bernardinho, 54 anos, foi levantador da seleção olímpica que conquistou a primeira medalha olímpica para o Brasil. Reserva de Willian, ganhou a prata nos Jogos de Los Angeles em 1984. Talmo, 44, é da geração seguinte, do ouro dos Jogos de Barcelona (1992), em que foi levantador suplente de Maurício. Como técnico, foi finalista da Superliga Masculina 2009/2010 pelo Montes Claros (MG). No ano seguinte, assumiu o desafio de formar o time feminino do Sesi.
Em sua terceira temporada, o time chegou às finais dos cinco campeonatos que disputou e venceu o Sul-Americano, em fevereiro, que lhe deu vaga para jogar o Mundial de Clubes, em maio. A recuperação na Superliga, diz Talmo, veio justamente em um dos momentos de queda.
"Muitos que analisaram nossa equipe no meio de uma temporada acharam fracasso total. Nunca vimos uma derrota como fracasso, mas como força para aprender. Criamos casca. Árvore grande não tem casca fina, tem rugas. Perdemos a final da Copa do Brasil para o Osasco [em janeiro] e ali crescemos. O tom que demos foi muito alto de envolvimento. Reorganizamos e fomos disputando a Superliga, vencemos o Sul-Americano, conseguimos a vaga para o Mundial", conta o treinador.
Ao vivo
Unilever x Sesi, às 10 h, na RPC TV.



