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Bastão da equipe brasileira caiu na passagem de Franciela Krasucki para Vanda Gomes na final do Mundial de Moscou | Gary Hershorn / Reuters
Bastão da equipe brasileira caiu na passagem de Franciela Krasucki para Vanda Gomes na final do Mundial de Moscou| Foto: Gary Hershorn / Reuters

O erro na última passagem de bastão do revezamento 4x100 m feminino na final do Mundial de Moscou vai custar caro a Vanda Gomes, Evelyn dos Santos e Rosângela Santos. Por causa do resultado, as três ficaram fora da relação de contemplados pela Bolsa Pódio, do governo federal, que paga até R$ 15 mil mensais aos atletas com chances reais de medalha na Olimpíada do Rio em 2016 e ainda garante o investimento em equipe multidisciplinar para o esportista.

O Plano Brasil Medalhas estipula que têm direito à bolsa os atletas que constarem entre os 20 melhores do ranking mundial. No caso do atletismo, a CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) negociou com o Ministério do Esporte para conceder a bolsa também aos revezamentos que terminassem o Mundial de Moscou entre os oito primeiros colocados.

O erro na passagem do último bastão, de Franciela Krasucki para Vanda Gomes, fez a equipe brasileira ser desclassificada - vinha em segundo lugar na prova naquele momento. Assim, oficialmente, não teve uma posição específica na final do Mundial. Terminou como desclassificada, mesmo entre as oito finalistas. E as atletas do revezamento, sétimo melhor do ranking mundial, acabaram fora da lista passada pela CBAt ao Ministério do Esporte nesta quinta-feira.

"O 4x100m feminino foi desclassificado. Portanto, não obteve classificação, infelizmente", explicou a CBAt, em nota. O revezamento 4x400m masculino terminou a final em sétimo lugar, mas garantiu a bolsa em seus atletas.

As cinco atletas da equipe - Rosângela correu as eliminatórias - não terão direito ao benefício por causa do 4 x 100 m. Mas Ana Cláudia Lemos e Franciela Krasucki foram contempladas por estarem entre as 20 primeiras do ranking individual dos 100m após o Mundial, respectivamente no 12º e no 16º lugares.

A lista de indicados pela CBAt - que ainda deve ser aprovada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Caixa Econômica Federal (patrocinadora da CBAt) e Ministério do Esporte - tem 18 nomes. Entre os contemplados estão Bruno Lins (200 m), Anderson Henriques (400 m), Thiago Braz, Augusto Dutra e Fabiana Murer (salto com vara), Duda (salto em distância), Carlos Chinin (decatlo) e Keila Costa (salto triplo).

O Plano Brasil Medalhas, anunciado em setembro do ano passado, pretende investir R$ 1 bilhão durante o ciclo olímpico nos atletas com chance de pódio nos Jogos do Rio. Além de bolsa de R$ 15 mil, com validade de um ano, os atletas também têm direito a R$ 20 mil para compra de equipamentos e participação em competições e treinamentos. Ainda ganham uma equipe multidisciplinar, formada por profissionais como preparador físico e nutricionista, com salários individuais de até R$ 5 mil pagos pelo governo.

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