
O deadlift, modalidade de levantamento de peso em que o atleta levanta a partir do chão uma carga de até 400 quilos, famosa em exibições como o evento chamado “O homem mais forte do Mundo”, ganha adeptos em Curitiba.
A capital paranaense é um dos principais centros da prática no país, também conhecida como levantamento terra, reunindo diversos atletas que estão entre os melhores do mundo em suas categorias.
O movimento é simples: tirar a barra do chão e levá-la até a altura do joelho.
Na última edição do campeonato mundial da modalidade, realizada em setembro de 2015, sete participantes de um grupo curitibano foram a Las Vegas representar o país e conseguiram o inédito segundo lugar geral por equipes, voltando dos Estados Unidos com títulos em seis categorias e quatro quebras de recordes.
A modalidade, que começou a ser praticada apenas pelos mais aficionados pelo levantamento de peso, hoje ganha espaço graças à sua adoção por instrutores de academia e pelo crossfit, que é um programa de exercício e condicionamento físico baseado em movimentos naturais do corpo.
“Há algum tempo atrás não se ouvia muito falar, mas o interesse vem crescendo devido ao uso mais frequente da modalidade em academias, como parte da rotina de treinos diários e de condicionamento físico”, revela o curitibano André Neumann, um dos novos recordistas do esporte, na categoria até 90 kg.
Para ele, a grande barreira encontrada pela modalidade é o preconceito. Além de sofrer com a desconfiança contínua do uso de doping, o desconhecimento do esporte leva as pessoas a pensarem neste tipo de levantamento de peso como uma forma arriscada de disciplina esportiva, mais suscetível a lesões que outras categorias.
“Existia um preconceito, de que a modalidade poderia machucar, mas se quebrou isso com a incorporação da modalidade nas rotinas normais de academia e com o conhecimento das técnicas”, declara. “Ainda existe e sempre vai ter essa suspeita [de doping] com qualquer atividade esportiva que envolva força. Muita gente acha que tem esse uso indiscriminado de anabolizantes, mas não é a realidade do nosso esporte. Hoje em dia, com o avanço da medicina, você consegue fazer exames de sangue, quase que diários, para controlar a questão”.
A curitibana Layla Balduino, na categoria até 56 Kg, Franciele Alves, até 60 kg , Eliana Jaluska, até 67,5 kg, o Guilherme Garbelini, até 67,5 Kg, e Victor Dick, até 90 kg para atletas com até 17 anos, também trouxeram resultados expressivos do Mundial para o Paraná.
“A programação dos treinos monta uma rotina em cima de cargas.Como costumo dizer, a força está dentro da cabeça do atleta”, sentencia Neumann.






