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Grupo lança campanha para salvar o Autódromo de Curitiba

Amantes do automobilismo esperam impedir que o autódromo de Curitiba, em Pinhais, feche as portas definitivamente. | Marcelo Andrade/Gazeta do Povo
Amantes do automobilismo esperam impedir que o autódromo de Curitiba, em Pinhais, feche as portas definitivamente. (Foto: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo)

Amantes de automobilismo lançam nesta quinta-feira (3) um movimento para tentar impedir o fechamento do Autódromo Internacional de Curitiba (AIC). Intitulado #SavetheAIC (Salve o AIC), o grupo fará um encontro com 100 convidados, entre eles pilotos e empresários. A intenção é criar uma maneira para que o espaço siga dedicado à velocidade.

“Temos interesse na não destruição do autódromo. Estamos nos movimentando para ver o que dá para fazer”, diz o empresário André Maraucci, de 35 anos, um dos organizadores do grupo.

“Não sabemos que atitudes tomar, vamos decidir isso nesse bate-bapo. Não é um negócio amador, é bem profissional, com pessoas influentes. Pilotos, políticos nos procuraram. Tem uma empresa nos prestando consultoria”, garante.

Segundo o empresário, a procura de pessoas interessadas em ajudar tem sido alta após o lançamento de um site que reúne informações sobre o assunto e até coleta doações para a causa. Há também a venda de camiseta com a hashtag do movimento, inspirada no movimento #SavetheRing, criado em 2010 para manter o Autódromo de Nürburgring, na Alemanha. Há possibilidade até da criação de uma ONG (organização não governamental), como foi feito no caso alemão.

“Os últimos dias têm sido um turbilhão. Mesmo informalmente, a proporção do grupo ficou grande”, conta. “Que se construa um complexo, mas preserve a pista. Temos um plano para viabilizar, com pessoas interessadas. O valor é bem alto, mas em duas ou três conversas já chegamos a um valor bem maior do que o esperado”, completa.

Outro grupo

Dono da empresa de marketing que busca investidores para manter o AIC, Roger Rieger garante que tentará impedir a venda até o último instante. Segundo ele, dois fundos têm interesse no negócio. “Economicamente, para a região e a cidade, o nosso projeto seria incomparável. O Peteco [Jauneval de Oms, um dos sócios do AIC] precisa vender. Nosso projeto ofereceria mais retorno. Sem contar a geração de empregos e arrecadação”, afirma.

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