• Carregando...
Rally Dakar abre o calendário do automobilismo em 2015 | Divulgação
Rally Dakar abre o calendário do automobilismo em 2015| Foto: Divulgação

História

O Dakar carrega o nome de suas primeiras edições: o então chamado Paris-Dakar era disputado entre a capital francesa e Dacar, capital do Senegal. O grande desafio da prova era a travessia do deserto do Saara, mas a instabilidade política no Mali e na Mauritânia fez com que o traçado sofresse algumas alterações e até mesmo cancelamentos do rali. Em 2009, foi decidida a mudança para a América do Sul, onde as dificuldades mudaram.

Se antes havia o Saara, agora é a vez da Patagônia e do Atacama, com a corrida mantendo o charme para seus competidores.

A América do Sul é a casa do primeiro grande evento de automobilismo da temporada. Entre os dias 4 e 18 de janeiro, Argentina, Chile e Bolívia recebem o Rally Dakar, a competição mais tradicional do gênero. Com mais de 9 mil quilômetros, sendo 4,5 mil cronometrados, o rali será disputado em um circuito, com início e fim em Buenos Aires.

O percurso terá na Cordilheira dos Andes sua maior parcela, incluindo etapas pelo deserto do Atacama, no Chile, e pelo salar de Uyuni, em território boliviano.

As etapas de maratona, que duram dois dias e nas quais os carros não podem receber ajustes durante a noite, voltam a estar presentes.

Em sua sétima edição no continente, o Dakar adota cada vez mais a cara sul-americana. Para este ano, há diferentes rotas e dias de descanso, fazendo com que as provas de carros, motos, quadriciclos e caminhões fiquem com formações completamente distintas. Em um terço das etapas, os carros não precisarão dividir o trajeto com os outros veículos.

No total, 710 participantes estão inscritos, divididos em 168 motos, 50 quadriciclos, 139 carros, 68 caminhões e cinco UTVs (veículos com motor de motocicleta, quatro rodas e gaiola de proteção, que integram a categoria T3).

Brasil

Os brasileiros, no entanto, terão apenas cinco inscritos. O mais experiente deles está nas motos: Jean Azevedo já esteve no Dakar 16 vezes, tendo disputado a competição também com carros no passado.

"Vou para minha 17.ª participação no Dakar e estou confiante em fazer um bom trabalho com toda a equipe", afirmou Jean, pentacampeão do Rali dos Sertões e que tem como melhor resultado no Dakar o quinto lugar geral entre as motos, obtido em 2003, ano no qual também levou o título na categoria Production. Em 2005 e 2011, foi sétimo colocado.

Nos carros, a dupla formada por Guilherme Spinelli e Youssef Haddad é a mais rodada – Guiga fará sua sétima participação no rali. O brasileiro revelou preocupação especial com a disputa da etapa maratona, em que os competidores não podem ter apoio mecânico de suas equipes, que abrange o 10.º e 11.º dias, entre as cidades de Calama, no Chile, e Termas Rio Hondo, na Argentina.

"É bem crítico, pois não temos a revisão tradicional no carro. Serão dois dias que passam a ser somados como um, totalizando 1.380 quilômetros e 553 quilômetros de especiais", explicou.

Outro brasileiro inscrito é Eduardo Sachs, que atuará como navegador para o português Ricardo Leal.

Finalmente, André Suguita é o estreante do país, competindo nos quadriciclos.

0 COMENTÁRIO(S)
Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Máximo de 700 caracteres [0]