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Renovado, Brasil estreia no Mundial de Basquete

Distante das melhores do mundo, seleção feminina entra em quadra hoje, na Turquia, para ganhar experiência para os Jogos do Rio em 2016

Paranaense Nádia Colhado, ao centro, vai disputar o primeiro Mundial na carreira | CBB/ Divulgação
Paranaense Nádia Colhado, ao centro, vai disputar o primeiro Mundial na carreira (Foto: CBB/ Divulgação)

O basquete feminino começa hoje a lapidar a seleção que pretende estar entre as melhores do mundo daqui a uma década. Um trabalho longo com marco importante a partir das 15h15 (de Brasília), quando a equipe estreia no Mundial da Turquia. O jogo inaugural será contra a República Tcheca e o torneio termina no dia 5 de outubro.

Conheça a forma de disputa do Mundial de Basquete

Das 12 integrantes do time brasileiro, nove disputam um Mundial pela primeira vez. Nesta equipe, com média de idade de 25 anos, apenas a armadora Adrianinha, a ala-pivô Damiris e a pivô Érika já tiveram essa experiência. As demais vivem a expectativa da estreia no campeonato.

Mas, se é novata no Mun­­dial porque uma lesão a deixou fora da última edição do torneio, a paranaense Nádia Colhado é uma das referências técnicas da seleção.

A atleta, que tinha vergonha da altura – 1,80 m com apenas 11 anos –, foi apontada como uma das grandes esperanças do basquete nacional há três anos. "Ela é a mais bem preparada para representar o país [na Olimpíada] no Rio de Janeiro. É uma pivô que tem velocidade e se movimenta bem. Também impressiona a disciplina nos treinamentos, não é de ficar brincando", elogiou o técnico da equipe na época, Enio Vecchi. Ele estava certo.

Pivô no Atlanta Dream, dos Estados Unidos, onde também atua a jogadora Érika, a atleta nascida em Marialva, hoje com 25 anos e 1,93 m, desfruta do melhor momento da carreira.

"Era apontada como o futuro, hoje sou o presente. É uma fase boa. Foi muito bom jogar nos Estados Unidos, onde aprendi bastante, joguei ao lado de atletas muito talentosas e agora é concentrar na seleção para tentar fazer o máximo de jogos possíveis", comentou, em entrevista por telefone, da Turquia, à Gazeta do Povo.

Enquanto a seleção masculina foi para o Mundial da Espanha com expectativa de medalha – mas acabou sendo atropelado pela Sérvia nas quartas de final –, a versão feminina quer mesmo é rodagem.

"Em nenhum momento falamos de resultados, fizemos projeções. É um time renovado e então estamos pensando jogo a jogo para ganharmos experiência", explicou Nádia, sobre a estratégia do técnico Luiz Augusto Zanon.

"Em cada minuto de quadra vamos pensando no objetivo que temos que é fazer o maior número de jogos. Procurei deixar claro para elas em uma conversa que não há pressão nenhuma sobre o grupo, que elas precisam jogar soltas e contagiando a todos, sem medo", disse Zanon.

O Brasil está no Grupo A do Mundial, que além da República Tcheca conta ainda com a Espanha, apontada como o adversário mais difícil, e o Japão.

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