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Patrimônio

Tarumã tenta renascer aos 50 anos

Interditado, ginásio acumula problemas às vésperas do cinquentenário. Governo promete revitalização do local. “Agora, sem remendos”, promete gestor

  • Bruna Bill
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O Ginásio de Esportes do Tarumã fará 50 anos, em janeiro próximo, de portas fechadas. Interditado desde dezembro, o ginásio acumula problemas enquanto espera uma reforma completa na infraestrutura para voltar a funcionar – promessa do poder público .

“Durante vários anos tentaram resolver os problemas, mas sempre com pequenas reformas, nunca foi pensada uma reforma completa do lugar. Estamos trabalhando em um projeto de revitalização total do espaço para o ano que vem – e não mais fazer remendos”, promete José Alberto de Campos, gestor do esporte na Secretaria de Esportes do Paraná.

O principal ponto do laudo apresentado pelo Corpo de Bombeiros para fechar o ginásio no fim de 2013 é a inadequação das portas, que não são largas o suficiente para uma evacuação em caso de emergência.

“Para aumentar as portas, é preciso fazer uma reestruturação de toda a parte das arquibancadas. Além disso, o projeto é muito antigo, precisamos rever as questões de acessibilidade ao ginásio, com acesso para cadeirantes, mais segurança na travessia da rua, entre outros”, explica.

Nos últimos anos, alguns ajustes foram feitos, mas nada que mudasse a situação de abandono do lugar. A última reforma significativa foi a substituição do telhado do ginásio, em 2009, o que custou mais de R$ 2 milhões. No ano passado o local até chegou a abrigar alguns eventos, como o Nocaute às Drogas, organizado pelo Movimento Curitiba Te Quero Sem Drogas e pela Força Jovem, em novembro, com bom média de público, mas com a estrutura já precária.

A ideia da revitalização é que se modifique o menos possível o desenho arquitetônico, um dos grandes projetos modernistas dos anos 60. Mesmo assim, itens fundamentais da estrutura, como a substituição da rede elétrica e hidráulica são urgentes. Nove banheiros, cantina, cozinha, vestiários e cabines de imprensa estão praticamente inabitáveis, e o piso, com buracos e remendos precisará ser trocado. Áreas externas como os depósitos de materiais esportivos e o estacionamento também precisarão ser incluídos na revitalização.

Porém, mesmo que a reforma total de fato se concretize, dificilmente o ginásio poderá alojar eventos esportivos de grande porte – algo que não será feito antes de 31 de janeiro, data do aniversário da praça esportiva.

“Já fizemos o estudo das arquibancadas, prevendo a substituição dos bancos de madeira por cadeiras novas, similares às que são colocadas nos estádios, e assim conseguiremos 5.245 lugares. Curitiba merece um espaço maior”, comenta o gestor, apontando para outro projeto do governo do estado, que prevê a construção de uma arena multiuso no Paraná.

Segundo Campos, o projeto de revitalização do Ginásio do Tarumã está em fase de conclusão e ainda não há uma estimativa de quanto pode custar a obra. “Ainda estudamos a questão orçamentária, pois não sabemos se o estado poderá arcar com todos os custos ou se vamos buscar parcerias no setor privado para fazer com que isso aconteça”, indica.

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