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Patrimônio

‘Vovô’, Tarumã sofre com a aposentadoria

Ginásio de 48 anos, mesmo com cessão gratuita às federações, não tem agenda. Praça custa R$ 40 mil por mês ao estado

  • Adriana Brum
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O mais antigo ginásio do Paraná, entre os oito maiores do estado, agoniza com a falta de um projeto de uso. O Ginásio do Tarumã, 48 anos, em Curitiba, vive hoje entre reformas ou competições esporádicas de pequeno porte.

"Neste ano, recebeu uns três eventos", calcula o administrador da Secretaria de Esporte do Paraná, Venilton Santos Nicocelli. Ele assegura que o local está à disposição para o uso, sem custo, das federações esportivas. Mas poucas, como as de vôlei e judô, aproveitam o complexo.

INFOGRÁFICO: Conheça os oito principais ginásios do Paraná

Com restrições a grandes público impostas pelo Corpo de Bombeiros, para garantir a segurança, a falta de agenda da praça esportiva – projeto arquitetônico modernista dos anos 60 – parece preocupar o poder público.

"Temos conversado com a Federação Paranaense de Futsal e com uma equipe de patinação artística para que usem o ginásio como local de treinos diários", afirma o secretário de Esportes do Paraná, Evandro Rogério Roman.

O último grande evento foi em 2011, quando abrigou as Olimpíadas Escolares nacionais. Mas foi usado apenas como local de refeições e espaço cultural. E, mesmo depois de ter passado por mudanças no telhado, em uma reforma que custou cerca de R$ 2,2 milhões em 2009, ainda precisa de adequações.

O piso da quadra, em ipê, é o mesmo de quando foi inaugurado em 1965 e sente o desgaste do tempo; os bancos de madeira precisam ser trocados por cadeiras. A manutenção do ginásio é feita por cinco funcionários e os custos mensais para mantê-lo são em torno de R$ 40 mil por mês, estima Nicocelli.

O mestre em Educação Física Fernando Trautwein, que durante cinco anos trabalhou no Tarumã, diz acreditar que derrubar o decreto que limita o local a eventos esportivos seria uma saída para o ginásio.

"A edificação já abrigou um laboratório de Ciência do Movimento, uma biblioteca e um pequeno museu do esporte. Poderia voltar a ter tudo isso e receber outras atividades para a população", sugere.

Mas o ocaso não é exclusividade do Tarumã – ou Professor Almir Nelson de Almeida. Outro "quarentão" que amarga a falta de agenda é o Moringão, em Londrina.

Inaugurado em 1972, corre o risco de perder a visita das crianças dos projetos de iniciação esportiva e ainda não tem nenhuma equipe profissional confirmada para jogar em sua quadra.

"A prefeitura requisitou que os profissionais de Educação Física que a Secretaria de Educação nos cedia voltem às escolas. Assim, não há como manter os projetos de escolinhas", explica o presidente da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), o ex-jogador Elber.

Impasse fecha novo ginásio de São José

Em São José dos Pinhais, o Ginásio Max Rosenmann está há quatro meses sem receber evento algum, com as portas fechadas para o público. Isso que o local foi inaugurado há menos de um ano, em julho de 2012.

Isso porque a obra está sob uma ação cautelar da Justiça para que sejam resolvidos os impasses sobre as irregularidades na construção. A Endeal, empresa responsável pelo empreendimento, alega ter entregado o que prometeu e não ter recebido o pagamento. A prefeitura diz ter recebido uma construção com falhas – caixa d'água fora das especificações exigidas pelos bombeiros, ligações hidráulicas incorretas, goteiras no telhado e sinais de infiltração.

"A empresa pediu uma perícia, o que faria o ginásio ficar fechado por tempo indeterminado. Estamos buscando um acordo extrajudicial para tentar fazer um termo de ajuste", conta o secretário de Esportes do município Thiago Bürher, que diz ainda não ter recebido detalhamentos das ações da gestão anterior sobre a obra.

Ex-secretário da pasta, Cláudio Padilha informa que, no final do ano passado já havia informado à promotoria do município que o ginásio fora entregue com problemas. "Eles [a atual gestão] estão fazendo um carnaval sobre isso. Resolvemos inaugurar o ginásio e usá-lo mesmo sem sua capacidade total porque seria melhor do que deixá-lo fechado, sob risco de depredação, com gasto de R$ 30 mil a R$ 50 mil de manutenção", explica.

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