Depois de 12 anos sem competir no Brasil, o paranaense Wanderlei Silva, 35 anos, até deu mostras de que poderia ter saído do Mineirinho, em Belo Horizonte, com uma inesquecível vitória. Ficou muito perto, inclusive, de nocautear o americano Rich Franklin no segundo round do evento principal do UFC 147, na madrugada deste domingo (24). Porém, o Cachorro Louco que não está mais tão louco assim não aguentou o ritmo. Mesmo em casa, apoiado por 16,643 pessoas, foi derrotado por decisão unânime.
Visivelmente decepcionado e esgotado fisicamente durante as entrevistas, o curitibano agradeceu ao público. Com um olhar cabisbaixo, ele se desculpou com os presentes no ginásio.
"Galera, obrigado. É uma honra lutar por vocês. Dei meu máximo, quase nocauteei no segundo round. Queria muito ter dado esse nocaute, essa vitória. Desculpa, galera", falou Wanderlei, com a voz embargada, enquanto a maioria dos torcedores já havia deixado o ginásio e um burburinho melancólico tomava conta do ar.
Depois de abraçar Wanderlei no fim do combate, Franklin, que já havia vencido o brasileiro em 2009, também por pontos, admitiu que esteve muito próximo de perder.
"Não lembro de nada depois do segundo round. É o tipo de luta que eu gosto porque esqueço tudo", comentou, com uma expressão de alívio pelo triunfo.
O lutador curitibano, por outro lado, tinha dado tudo de si na tentativa de nocautear o rival. Como não conseguiu, ficou sem forças para ameaçá-lo nos outros três assaltos, com exceção do último minuto do quinto round, quando chamou a torcida e foi para o 'tudo ou nada'.
"Dei tudo ali, achei que ia nocautear, até passei do ponto. Mas luta é isso. Agradeço a todos. Amo você todos. Luto por vocês", fechou Wanderlei, que não venceu duas vezes consecutivas desde 2006.
Número que o aproxima da iminente aposentadoria. A despedida deve ser em outubro, contra Vitor Belfort, quem ele deveria ter encarado na madrugada deste domingo, mas foi retirado do card devido a uma lesão na mão.
Veja como foi a coletiva imprensa do UFC 147
UFC 147




