O médico Carlos Eduardo Lima Damasceno, do Paulista Futebol Clube, foi banido do futebol pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Damasceno teria receitado o remédio Neosaldina para o jogador Ricardo Lopes, que acabou flagrado no exame antidoping.
A amostra de urina do atleta, colhida após a derrota de 2 a 0 para o Marília, em jogo válido pela Série B do Campeonato Brasileiro, acusou a presença de isometepteno, substância considerada proibida. Antes da partida, Ricardo Lopes reclamou de dor de cabeça e tomou um comprimido de Neosaldina. Segundo o médico do clube, a droga era considerada lítica pela Comissão Nacional de Controle de Dopagem da CBF. Porém, passou para a lista das proibidas, sem que ele ou o clube fossem notificados.
E foi essa a defesa apresentada pelo Paulista. O STJD aceitou os argumentos e inocentou clube e jogador. Porém, denunciado por ministrar ou prescrever ao atleta substância ou método proibido, o médico Carlos Damasceno foi eliminado do futebol.
O presidente do Paulista, Eduardo Palhares, soltou uma nota lamentado a decisão.
"É com muita tristeza e inconformismo que o Paulista recebe a notícia sobre o resultado do julgamento do Dr. Carlos Eduardo Damasceno, que é um grande profissional, que sempre mostrou muita dedicação ao clube, além da alta capacidade na prestação de serviço".



