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Paranaense

Prata da casa expõe crise financeira no Paraná

Alegando atraso no recolhimento de seu Fundo de Garantia, Caio, meia de 17 anos, nem voltou da disputa da Copa São Paulo

Aquilino Romani irá levar o assunto ao Conselho Deliberativo do clube, que se reúne na próxima semana: “Lógico que houve uma falha, um erro” | Hedeson Alves/ Gazeta do Povo
Aquilino Romani irá levar o assunto ao Conselho Deliberativo do clube, que se reúne na próxima semana: “Lógico que houve uma falha, um erro” (Foto: Hedeson Alves/ Gazeta do Povo)

Há duas semanas, após ser eliminada da Copa São Paulo de Futebol Júnior, a delegação do Paraná se­­guiu viagem de volta para Curi­­tiba. Mal sabia que na bagagem estava uma grande dor de cabeça para o clube.

No dia 12 de janeiro, dois dias antes da eliminação, o pai do jogador Caio Barbosa Brito de Castro, de 17 anos, muito provavelmente com o auxílio de algum empresário de futebol, entrou na Justiça para pedir a liberação do atleta junto ao clube. A alegação é de que o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) do meio-campista, que neste ano integraria o elenco profissional, não estava sendo recolhido. No entanto, apesar da liminar ter sido negada, a questão abriu os olhos para outro problema: o caso não é isolado e outros atletas poderiam se utilizar do mesmo recurso.

A diretoria não confirma quantos meses de FGTS não foram pa­­gos, mas, pela lei, depois de três me­­­­­­ses sem pagamento, é possível brigar por uma rescisão contratual. No fim da semana passada, tudo foi quitado e hoje a contribuição de todos os jogadores está em dia – garante a cúpula paranista.

De acordo com o presidente paranista, Aquilino Romani, o caso ficará nas mãos do departamento jurídico do clube. Uma au­­diência entre as duas partes de­­ve ser marcada nas próximas se­­ma­­nas. Por enquanto, o Paraná aguarda a reapresentação do jogador.

O próprio dirigente ficou surpreso com a situação, que, segundo ele, deveria ter sido resolvida pela gestão de Aurival Correia. O ex-presidente não atendeu às ligações da reportagem.

"Não sei o que vamos fazer. Lógico que foi uma falha, um erro, mas talvez não houve dinheiro para pagar. Na época os jogadores fizeram greve e a situação estava complicada", diz Romani, ao mesmo tempo indignado e tentando medir as palavras.

Na próxima semana deve acontecer a reunião que aprova o orçamento do Tricolor para 2010. Po­­rém, por causa deste problema, é possível que a situação de Aurival Correia, atual vice-presidente financeiro, também entre em pauta. E ela aparenta ser complicada. "Não é para mim, é para o clube (que a situação ficou constrangedora). Temos de avaliar juridicamente. Se o clube tiver prejuízo...vamos aguardar, não tem nada definido", despista Romani.

O advogado do Tricolor, Ales­­san­­dro Kishino, acredita que o caso será resolvido em favor do Paraná. Segundo ele, o clube ainda não foi intimado e só tem conhecimento informal sobre a situação. "O Pa­­raná não perde o jogador. Não há motivo para pleitar uma rescisão, tanto é que a liminar foi negada", garante. Caio, cogita-se, estaria indo para Fiorentina, da Itália.

O dono da empresa Base, responsável pelas categorias de formação do Paraná, Marlo Litwinski, também culpa a antiga administração pela falha. "Não tenho dúvida de quem foram os responsáveis. É uma irresponsabilidade, já que os jogadores formados em casa são os únicos patrimônios do clube", diz ele, o responsável por quitar o débito.

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Em Curitiba

Paraná

Juninho; Irineu (Diego Correia), Alessandro Lopes e Luís Henrique; Murilo, Luiz Camargo, João Paulo, Elvis e Guaru; Douglas Santana e Marcelo Toscano.

Técnico: Marcelo Oliveira.

Iraty

Walter; Rogério, René e Sílvio; Airton, Bruno, Diogo, Ceará e Alexandre; Heydson e Marquinhos.

Técnico: Gilberto Pereira.

Estádio: Vila Capanema. Horário: 19h30. Ár­­bi­­tro: Adriano Milczvski. Auxs.: Arestides Pereira da Silva Jr e Guilherme Roggenbaum.

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