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Brasileiro

Psicologia de boleiro

Treinador, com discurso emocional e conversas personalizadas com os jogadores, passa a dar novo perfil ao Atlético

O presidente do Atlético Marcos Malucelli conversa com o técnico Renato Gaúcho: jogadores apostam na tarimba do treinador para iniciar a virada no Campeonato Brasileiro | Marcelo Elias/ Gazeta do Povo
O presidente do Atlético Marcos Malucelli conversa com o técnico Renato Gaúcho: jogadores apostam na tarimba do treinador para iniciar a virada no Campeonato Brasileiro (Foto: Marcelo Elias/ Gazeta do Povo)

Não teve troca do gramado, assim como apelos para oração de um pastor – como sugeriu o atacante Madson. O Atlético tenta se reabilitar à base do afiado verbo de Renato Gaúcho.

No discurso de todos, o problema central da derrocada atleticana está justamente no abalo emocional. O técnico chegou ao clube há pouco mais de duas semanas com o trunfo de ser a pessoa mais indicada para resgatar a confiança. Falando a língua dos boleiros, o estilo já é bem perceptível.

É esse Rubro-Negro que será testado hoje, contra o Botafogo, às 18h30, na Arena.

A chegada do treinador alterou o ambiente no CT do Caju. Ao pé do ouvido, ele orienta os atletas e mostra a forma com que deseja que cada fundamento seja executado.

Além das indicações técnicas, tornou-se o psicólogo dos jogadores nessas duas semanas – o profissional oficial da função, Gilberto Gaertner, segue no clube, mas apenas atendendo às categorias de base – um pedido do comandante.

O resultado desse estilo ainda não apareceu dentro de campo, porém ao menos fora dele os jogadores comentam que o ânimo está diferente. "Ele passou mais confiança e nos colocou para ci­­ma. Estávamos precisando porque só tomávamos ‘porrada’. A alegria voltou", afirmou o goleiro Renan Rocha, que falhou na partida contra o Vasco, mas se­­gue bem cotado com o treinador.

Renato acredita que o time ainda tem muito para mostrar e está satisfeito com a resposta dada pelos atletas nos treinamentos e nas partidas. "Tenho passado bastante confiança para o grupo e eles têm se sentido bem, um pouco mais aliviados. Mas ainda continuam com a responsabilidade", cobrou.

Segundo ele, o time ainda não está à sua feição, mas segue no caminho. "Nas duas partidas sob meu comando, gostei da equipe. Aos poucos vão se acertando, se entendendo e sabendo o que têm de fazer dentro de campo", disse.

O treinador não confirmou a equipe que entra em campo hoje, mas comentou que deve mudar muito pouco em relação às partidas anteriores. Com o nome publicado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, o lateral-direito Edilson está à disposição e deve substituir Wagner Diniz. Outra provável mudança é a entrada de Marci­­nho no meio, saindo Robston.

Pelo lado do Botafogo, o técnico Caio Júnior tem alguns desfalques, principalmente no ataque. Sem Herrera, suspenso, e Loco Abreu, defendendo a seleção uruguaia, o treinador se divide entre Alexandre Oliveira e Alex. Outro destaque é o lateral-esquerdo Marcio Azevedo, que reencontra a torcida rubro-negra hoje.

Ao vivo

Atlético x Botafogo, às 18h30, no tempo real da Gazeta do Povo (www.gazetadopovo.com.br).

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