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Badminton

Raquetadas para chegar a Londres

Modalidade pouco difundida no país confia em torneio curitibano para ganhar terreno internacional

Atleta mexicana treina para o Pan-Americano em Curitiba | Jonathan Campos/Gazeta do Povo
Atleta mexicana treina para o Pan-Americano em Curitiba (Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo)
Veja infográfico com regras do badminton |

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Veja infográfico com regras do badminton

O badminton ainda é uma das modalidades "nanicas" entre os esportes brasileiros, mas pode ganhar mais projeção nos Jogos de Londres, em 2012, com a possibilidade de ter atletas na delegação nacional. Tal feito passa por Curitiba.

A cidade recebe, a partir de terça-feira até o próximo domingo, o 16.º Campeonato Pan-Ame­­ricano da modalidade. Além do título de melhor das Américas, os atletas buscam pontos no ran­­king mundial, classificatório para a Olimpíada.

Paralelamente, a capital paranaense abriga o 1.º Campeonato Pan-Americano de Parabad­­min­­ton, o passo inicial para que a modalidade seja disputada nos Jogos Paraolímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Uma das condições impostas pelo Comitê Pa­­rao­lím­pico Internacional é que o esporte candidato seja disputado em níveis continentais. Só faltava a América.

Os dois Pans são a oportunidade de divulgar essa espécie de mistura de tênis com peteca no país, inclusive entre os próprios praticantes "Os técnicos do badminton vão conhecer essa opção para pessoas com deficiência física", diz o coordenador do Pa­­ra­­­badminton da Confederação Brasileira de Badminton, Lents­­son Samaroni. "Nossos atletas vão jogar e assistir à jogos de alto nível técnico. Vamos evoluir mui­to", avalia o presidente da Federação Paranaense de Bad­­minton, Elizeu Machado.

Em Curitiba, serão 20 para-atletas – três brasileiros – na disputa dos títulos nas categorias cadeirante e nos diferentes ní­­veis de comprometimento físico.

Um dos destaques brasileiros no badminton é Daniel Paiola, primeiro no ranking nacional e 65.º melhor do mundo. Se mantiver ou melhorar a posição atual, classifica-se como primeiro brasileiro no esporte a disputar uma Olimpíada.

Paiola trocou o tênis pelo badminton há 8 anos, por causa de uma lesão no ombro causada pelas raquetadas. Natural de Campinas (SP), onde o esporte é mais popular, resolveu arriscar os smashes e os backhands com a peteca, que tem peso menor e exige menos força que a bola. Requer, porém, mais velocidade dos movimentos.

"Em 2009, fui morar em Por­­tugal para treinar e competir o Cir­cuito Europeu. Tudo para es­­tar em uma Olimpíada", conta.

O resultado internacional mais significativo do Brasil foi o bronze na dupla masculina, com Guilherme Pardo e Guilherme Kumasaka, no Pan-Americano do Rio, em 2007. Nas Américas, os favoritos ainda são Estados Unidos e Canadá.

Pelo mundo, há países em que o badminton chama mais atenção que o tênis, esporte ao qual se assemelha no sistema de disputa das partidas e de competições.

Para se ter uma base, na última sexta-feira os fãs da modalidade colocaram o esporte entre os assuntos mais comentados do microblog Twitter, debatendo os resultados dos primeiros dias do Indonésia Open. A competição tem seus jogos finais hoje e premiará os vencedores com US$ 120 mil.

Serviço:

Campeonatos Pan-Americano de Badminton e Parabadminton. A partir das 9h30 de terça-feira, no Clube Curitibano (Rua Petit Carneiro, 970, Água Verde, Curitiba).

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