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Patrimônio

Receita dobrada

Vice do Coritiba, Vílson Ribeiro, calcula que a construção do novo estádio traria um aumento expressivo de receitas ao clube

Vílson Ribeiro de Andrade: negociação sigilosa | Daniel Castellano/ Gazeta do Povo
Vílson Ribeiro de Andrade: negociação sigilosa (Foto: Daniel Castellano/ Gazeta do Povo)
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"Com a chave na mão, com estádio moderno para 45 mil lugares, o clube agregaria um patrimônio de R$ 300 milhões. Só o estádio já dobraria nossa receita."O cálculo animador é do vice-presidente do Coritiba, Vílson Ribeiro de An­­dra­­de, ao falar sobre a possibilidade de o Coxa trocar de casa.

O Alvi­­ver­­de, a construtora OAS e a Fede­­ração Paranaense de Futebol estão em negociação avançada para a construção de uma moderna praça esportiva na área do Pinheirão.Apenas detalhes burocráticos impedem que o fato seja oficializado.

Até por isso o dirigente não fala abertamente da transação, apesar de admitir uma sondagem. "O Coritiba precisaria sair de um ativo de R$ 150 milhões para R$ 400 milhões de receita anual. Se não for assim, não interessa", segue, falando sobre o aumento das receitas com a construção a nova sede, mas tentando manter a operação ainda no terreno da hipótese.

Nessa conta entrariam so­­mente os lucros obtidos com a exploração do novo endereço – venda de ingressos, aquisição de sócios, publicidade e camarotes.

A mudança de residência do Coxa incluiria mexer na estrutura física do clube – o que exigiria o aval do Conselho Deliberativo. "Como envolve patrimônio [o repasse do Couto Pereira e talvez até do CT da Graciosa ao investidor] e não apenas uma compra, precisamos ouvir antes os conselheiros", avisa o dirigente. Carta-branca que não parece ser um entrave.

Além do processo interno, Ribeiro enfatizou que uma negociação desse porte além de demorada, demanda todo o sigilo possível – postura que vem sendo mantida pelo clube nas conversas com a OAS, que compraria o Pinheirão por R$ 85 milhões no dia 20 deste mês.

"Veja, por exemplo, a negociação do Grêmio para construir o novo estádio: se estendeu por cinco anos porque muita coisa precisa ser analisada, ponderada. Do mesmo jeito que pode dar tudo certo, pode também dar tudo errado", analisa, mantendo o discurso evasivo sobre o passo rumo ao Tarumã.

Dentre as preocupações do Co­­ri­­tiba para fechar a parceria uma é bem evidente: a divisão dos lucros provenientes do novo estádio. "No meu entendimento, o ne­­­­gócio fe­­chado pelo Palmeiras não é um mo­­delo que queremos. Eu sei por alto, mas o clube saiu em desvanta­­gem", alerta, lembrando que o in­­­­­vestidor do remodelado Pa­­lestra Itália, a construtora W/Torre, teria ficado com uma quantia elevada nos lucros da exploração do estádio.

Mesmo sem ainda poder divulgar a empreitada, o vice-presidente deixa no ar que o caminho está traçado. E usa as manifestações da torcida na imprensa e na internet para dar a dica do que está sendo esboçado. "Eu fiquei surpreso com alguns dados. Vi que a aceitação [dos torcedores pela aposentadoria do Couto Pereira] é grande. O torcedor entende que para um clube como o Coritiba seria importante ter um estádio moderno", diz.

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