
Os 321 sócios do Coritiba que estiveram na noite desta segunda-feira no Couto Pereira não precisaram nem votar. Ao som de aplausos, a maioria dos presentes no salão exatamente abaixo das sociais do estádio aprovou por aclamação a reforma no estatuto do clube, modificado pela última vez quatro anos atrás.
O novo código, o primeiro que passou por assembleia geral desde 1929, começa a valer, mas, na prática, grande parte das ações só terá efeito a partir da próxima eleição para presidência, agendada para dezembro a necessidade de vida associativa de pelo menos dois anos para estar apto a votar, e de quatro para se candidatar são duas delas.
A maior alteração do projeto aprovado tem relação com a votação do mandatário do clube. A partir de agora, a escolha do presidente do Conselho Administrativo será feita de forma direta, ao contrário da tradicional escolha indireta.
"É um estatuto extremamente democrático", resumiu o presidente do Conselho Deliberativo coxa-branca Omar Akel, que apesar de ver apenas 9% dos 3.566 sócios que poderiam votar na assembleia, não acredita que a pequena participação será um problema mais à frente.
"A eleição [para presidente] é diferente, está em jogo o poder dentro do clube. E agora com participação proporcional ao número de votos, cada chapa vai procurar mobilizar a comunidade", continuou, citando outra novidade do estatuto.Antes da aclamação da nova regulamentação alviverde, ao todo 22 emendas sugeridas por sócios foram votadas na base do "levantar a mão". Pouco mais da metade delas, 14, foram aprovadas pela maioria e incorporadas ao estatuto, que também diminuiu o Conselho Administrativo de nove para cinco membros, aumentou o número de conselheiros para 160 e responsabilizará dirigentes em caso de má gestão.
"Entendemos que algumas pessoas queriam reformas maiores, ou retorno de certas situações. Mas construímos junto com a nação coxa-branca um estatuto moderno e que dá ao clube muitas garantias", fechou Akel.



