Durante a reunião desta quarta-feira (21) para a definição do esquema de segurança para o Atletiba de domingo (22), foi sugerida pelas torcidas organizadas de Coritiba e Atlético a criação de um grupo especial da Polícia Militar especializado em segurança de jogos de futebol, nos moldes do Grupamento Especial de Policiamento em Estádio (Gepe) do Rio de Janeiro.
O grupo fluminense é treinado para escolta de torcedores e para evitar ataques de torcidas rivais. Ele foi comparado pela presidente da Império Alviverde, Luiz Fernando Corrêa, durante a reunião, a uma polícia comunitária para estádios.
O presidente da Fanáticos, Júlio César Sobota, revelou durante a reunião que, justamente por serem os mesmos policiais a cuidar das torcidas, ajuda a evitar tumultos no Rio de Janeiro. Ele citou que torcedores rivais sentem-se intimidados ao lidar com policiais conhecidos e que se o ônibus de sua torcida se salvou de ser atacados por isso durante uma viagem para uma partida contra o Flamengo.
A Polícia Militar, por meio do Major Arildo, disse durante a reunião que não tem condições no momento para criar a nova unidade, e que costuma destacar as Rondas Ostensivas de Natureza Especial (Rone) para fazer o serviço de escolta durante as partidas. Porém, revelou que tenta escalar para as operações sempre o mesmo contingente policial, mais acostumado ao tipo de trabalho exigido.



