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Futebol local

Rivalidade aquecida

Serão quatro, seis, ou quem sabe oito Atletibas em 2011, temporada na qual Coxa e Furacão começam embalados pelo bom fim de ano

Marcelo Oliveira considera importante a manutenção dos atletas adaptados ao Coxa. Sérgio Soares confia nas contratações para fortalecer a base atleticana | Hugo Harada e Walter Alves/Gazeta do Povo
Marcelo Oliveira considera importante a manutenção dos atletas adaptados ao Coxa. Sérgio Soares confia nas contratações para fortalecer a base atleticana (Foto: Hugo Harada e Walter Alves/Gazeta do Povo)

Diferentemente do ano anterior, os principais rivais do estado en­­tram embalados em 2011. O Coxa confirmou o retorno para a elite nacional com três rodadas de antecedência e foi campeão da Série B com uma, enquanto o Fu­­racão brigou por vaga na Li­­bertadores até o penúltimo jogo. Para incrementar a rivalidade, quatro Atletibas es­­tão confirmados – dois pelo Para­­naense e dois pelo Brasileiro. Há uma boa chance de serem seis, se ambos chegarem à decisão do Estadual. E um sonho distante de oito, caso atinjam a final da Copa do Brasil.

Como 2010 terminou bem, é de se animar que os dois tenham mantido suas bases. "Os jogadores já estão adaptados à cidade, ao clube e à maneira de ser do Coritiba", observa o técnico Marcelo Oliveira, apesar de ainda não ter iniciado o trabalho como substituto de Ney Franco. "O grupo é vencedor e o ambiente favorável. Isso se percebe com muita nitidez pelas conversas que tive", completa.

"Temos uma base forte, mas temos de ajeitar situações para o Atlético ser forte. A filosofia já está implantada e vai continuar em janeiro", diz o treinador rubro-negro Sérgio Soares, confiando nos reforços contratados para resolver as carências do elenco.

A principal deficiência era a camisa 9. Para brigar por ela, a diretoria já confirmou o retorno de Lucas, que estava no futebol japonês, e a vinda da aposta He­­nan, do Red Bull Brasil. Mas o principal nome até o momento foi o meia Madson, do Santos. Tam­bém estão certos o atacante Ma­­zola (disputou o Brasileiro pelo Gua­­rani), o volante Alê (Atlético-MG) o lateral-direito Marcos Pi­­mentel (Ceará) e o zagueiro Ga­­briel (Avaí).

O time catarinense, aliás, foi o principal fornecedor do Coritiba: vieram do Avaí o zagueiro Emer­son, o lateral-esquerdo Eltinho e o meia Davi. O Alviverde também acertou com o atacante Anderson Aquino, que pertencia ao Atlético, mas jogou parte da Série B emprestado ao Paraná.

Não são reforços de esperar no aeroporto. Mas, a maioria, jogadores que já mostraram qualidade. Com a base reforçada, o presidente do Atlético, Marcos Malucelli, faz previsões otimistas. "Tenho dito que estaremos pelo menos nas semifinais da Copa do Brasil, da Sul-Americana, e vamos disputar o Brasileiro para ficar entre os dez, pensando de primeiro a quarto", afirma.

A diretoria alviverde não faz promessas, mas garante time forte desde o início. "O Coritiba pensa grande, não pode ir para uma aventura, fazendo o Paranaense de laboratório. Queremos montar uma equipe extremamente forte já, para quando chegar a Copa do Brasil e o Brasileiro o time seja altamente competitivo", diz o vice-presidente Vilson Ribeiro de Andrade.

Como já toca o clube na prática, o nome dele é a principal aposta para constar na galeria de presidentes depois da eleição no fim do ano, no lugar de Jair Cirino. No Atlético, ao contrário, Malucelli projeta apenas apoiar algum candidato e deixar o poder.

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