Depois de uma longa negociação, o volante Róbston se apresenta hoje no CT do Caju como o mais novo reforço do Atlético. Ele chega por empréstimo até o fim do ano e no momento em que o técnico Geninho começa a se preocupar em acertar o meio de campo rubro-negro. Primeiro, o treinador decidiu mexer na defesa, adotando o esquema com três zagueiros.
Mas o que seria uma solução para a meia-cancha surge como um quebra-cabeça para o treinador: quem sai do time para a entrada do reforço?
No sábado, contra o Arapongas, mais uma vez ficou evidente a necessidade urgente de ajustes no setor. Mesmo com a vitória por 2 a 0, em Paranavaí, o Furacão tomou sufoco a ponto de o destaque da partida ter sido o goleiro Sílvio, que livrou a equipe de um revés na abertura do returno.
"Temos de melhorar a marcação e fazer mais gols", resumiu Geninho, reclamando da falta de jogadas de virada de jogo. "Quando começamos a ter os dois lados [no segundo tempo, com Wagner Diniz na ala esquerda, deslocando Kléberson para o meio e adiantando Paulo Baier], encaixou e o gol saiu", avaliou.
Não foi a única crítica do técnico. Ele também reclamou das bolas "rifadas" e precipitadamente enfiadas no meio de campo e da falta de posse de bola, especialmente no ataque. Por isso, o técnico diz acreditar que a chegada do volante é em boa hora. "Ele vai ajudar. Tem o passe bom, ajuda a marcar, sabe chegar à frente. É um jogador de personalidade para um setor em que estamos tendo dificuldade, na saída de bola", fala sobre o atleta de 29 anos com quem já trabalhou no Atlético-GO.
Assim, a questão é saber qual formação o técnico irá adotar para a estreia do volante. Sabidamente adepto de um jogo que prioriza a marcação e a posse de bola, tudo indica que ele mantenha o volante Alê para atuar ao lado de Róbston. Assim, Geninho teria de escolher um meia ou um atacante para sacar da formação titular.
Dois cenários são os mais prováveis: a saída de Madson ou a utilização deste como atacante, no lugar de Guerrón, que então iria para a reserva. Para Kléberson, que começou a partida de sábado improvisado na lateral sem mostrar bom rendimento , restaria ficar com a posição de Alê, o que acarretaria, em tese, em perda do poder de marcação, ou também deixar o onze inicial.
A decisão fica ainda mais complicada pelo pouco tempo para testes. Desde que chegou à Baixada, há duas semanas, Geninho conseguiu fazer apenas dois coletivos. Nesta semana, o Atlético joga na quinta-feira, contra o Corinthians-PR, e no domingo, contra o Iraty.




