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Paranaense

Róbston vira quebra-cabeça para o técnico Geninho

Técnico indica a necessidade de mexer no meio de campo e vê o reforço como solução. Problema é decidir quem dará lugar a ele

O técnico atleticano Geninho durante treino no CT do Caju: para escalar o recém-contratado Róbston, treinador terá de repensar o meio de campo e até o ataque do time | Antonio More/ Gazeta do Povo
O técnico atleticano Geninho durante treino no CT do Caju: para escalar o recém-contratado Róbston, treinador terá de repensar o meio de campo e até o ataque do time (Foto: Antonio More/ Gazeta do Povo)
Veja a ficha técnica de Arapongas 0x2 Atlético |

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Veja a ficha técnica de Arapongas 0x2 Atlético

Depois de uma longa negociação, o volante Róbston se apresenta ho­­je no CT do Caju como o mais novo reforço do Atlético. Ele chega por empréstimo até o fim do ano e no momento em que o técnico Ge­­ni­­nho começa a se preocupar em acertar o meio de campo rubro-negro. Primeiro, o treinador decidiu mexer na defesa, adotando o esquema com três zagueiros.

Mas o que seria uma solução pa­­ra a meia-cancha surge como um quebra-cabeça para o treinador: quem sai do time para a entrada do reforço?

No sábado, contra o Arapongas, mais uma vez ficou evidente a ne­­cessidade urgente de ajustes no setor. Mesmo com a vitória por 2 a 0, em Paranavaí, o Furacão tomou sufoco a ponto de o destaque da par­­tida ter sido o goleiro Sílvio, que livrou a equipe de um revés na abertura do returno.

"Temos de melhorar a marcação e fazer mais gols", resumiu Ge­­ninho, reclamando da falta de jo­­gadas de virada de jogo. "Quando começamos a ter os dois lados [no segundo tempo, com Wagner Di­­niz na ala esquerda, deslocando Kléberson para o meio e adiantando Paulo Baier], encaixou e o gol saiu", avaliou.

Não foi a única crítica do técnico. Ele também reclamou das bo­­las "rifadas" e precipitadamente enfiadas no meio de campo e da falta de posse de bola, especialmente no ataque. Por isso, o técnico diz acreditar que a chegada do volante é em boa hora. "Ele vai ajudar. Tem o passe bom, ajuda a marcar, sabe chegar à frente. É um jo­­ga­­dor de personalidade para um setor em que estamos tendo dificuldade, na saída de bola", fala so­­bre o atleta de 29 anos com quem já trabalhou no Atlético-GO.

Assim, a questão é saber qual formação o técnico irá adotar para a estreia do volante. Sabida­­mente adepto de um jogo que prioriza a marcação e a posse de bola, tudo indica que ele mantenha o volante Alê para atuar ao lado de Róbston. Assim, Geninho teria de escolher um meia ou um atacante para sa­­car da formação titular.

Dois cenários são os mais prováveis: a saída de Madson ou a utilização deste como atacante, no lugar de Guerrón, que então iria para a reserva. Para Kléberson, que começou a partida de sábado improvisado na lateral – sem mostrar bom rendimento –, restaria ficar com a posição de Alê, o que acarretaria, em tese, em perda do poder de marcação, ou também deixar o onze inicial.

A decisão fica ainda mais complicada pelo pouco tempo para testes. Desde que chegou à Bai­­xa­­da, há duas semanas, Ge­­ninho conseguiu fazer apenas dois coletivos. Nesta semana, o Atlético jo­­­­­­ga na quinta-feira, contra o Co­­rin­­thians-PR, e no domingo, contra o Iraty.

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