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Copa 2014

Sai do papel?

Obras nos estádios terão de ser aceleradas em 2011 se o Brasil não quiser ver reduzido o número de subsedes para o Mundial

Mineirão, da subsede Belo Horizonte,  é o estádio com as obras mais avançadas para o Mundial de 2014.  Palco corre por fora para abrigar o jogo de abertura do torneio da Fifa | Renato Cobucci/Jornal Hoje em Dia
Mineirão, da subsede Belo Horizonte, é o estádio com as obras mais avançadas para o Mundial de 2014. Palco corre por fora para abrigar o jogo de abertura do torneio da Fifa (Foto: Renato Cobucci/Jornal Hoje em Dia)
Arena da Baixada, do Atlético, deve correr contra o tempo para colocar Curitiba na rota da Copa das Confederações, em 2013 |

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Arena da Baixada, do Atlético, deve correr contra o tempo para colocar Curitiba na rota da Copa das Confederações, em 2013

Em meio a obras atrasadas, licitações travadas pelo Ministério Públi­­co e orçamentos inchados, a Copa de 2014 caminha. A passos lentos, é verdade, mas caminha. O ritmo, porém, terá de ser diferente a partir de 1.º de janeiro. Ou os entraves acabam, tirando os estádios do papel em 2011, ou o segundo torneio Fifa no Brasil terá de ser bem mais enxuto.

A próxima temporada servirá como um vestibular para o Comitê Organizador Local (COL), liderado pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira. As sedes que se saírem bem, chegando a dezembro com as obras em estágio avançado, confirmarão presença na Copa das Confe­­derações, em 2013. Por consequência, passarão a almejar um maior destaque dentro do próprio Mundial – a Fifa, apesar dos atrasos que marcaram a edição sul-africana do campeonato, determina 31 de dezembro de 2012 como prazo final para as praças de esportes estarem prontas.

Já as cidades que persistirem na tática do "empurrar com a barriga" correm sérios riscos de acompanhar a Copa de longe. Nos bastidores já se fala abertamente da possibilidade de ao menos duas serem cortadas, reduzindo a dez o número de subsedes. Neste caso, Natal, no Rio Grande Norte, é a grande favorita a ser limada. A Arena das Dunas, que será er­­guida no lugar do antigo Macha­­dão por cerca de R$ 400 milhões, por ora não passa de uma maquete. De­­ pois de não aparecerem interessados na primeira licitação, o governo prepara uma nova investida para os próximos dias, mantendo a incógnita.

Outro problema: decidir se São Paulo – e o novo campo do Corin­­thians, em Itaquera – será mesmo palco do jogo de abertura da Copa. Questão que atinge outras sedes. Belo Horizonte também está no páreo. Assim como Brasília, que estuda reduzir o projeto no caso de perder a "eleição". A previsão inicial é que o Estádio Nacional possa receber até 70 mil torcedores (a um custo de R$ 700 milhões), se transformando no segundo maior do torneio, atrás apenas do Maracanã (76.525 pessoas).

Ameaças que parecem não incomodar o comitê de Curitiba. O Atlético espera finalizar até fevereiro o projeto executivo de remodelação da Arena da Baixada, iniciando a construção entre maio e julho. A tempo, de acordo com os dirigentes, de participar da Copa das Confedera­­ções. "Está tudo ca­­minhando bem, dentro do prazo. Não há motivo para preocupação", repete Luiz de Carvalho, gestor do município para assuntos relacionados à Copa 2014.

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