
Em meio a obras atrasadas, licitações travadas pelo Ministério Público e orçamentos inchados, a Copa de 2014 caminha. A passos lentos, é verdade, mas caminha. O ritmo, porém, terá de ser diferente a partir de 1.º de janeiro. Ou os entraves acabam, tirando os estádios do papel em 2011, ou o segundo torneio Fifa no Brasil terá de ser bem mais enxuto.
A próxima temporada servirá como um vestibular para o Comitê Organizador Local (COL), liderado pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira. As sedes que se saírem bem, chegando a dezembro com as obras em estágio avançado, confirmarão presença na Copa das Confederações, em 2013. Por consequência, passarão a almejar um maior destaque dentro do próprio Mundial a Fifa, apesar dos atrasos que marcaram a edição sul-africana do campeonato, determina 31 de dezembro de 2012 como prazo final para as praças de esportes estarem prontas.
Já as cidades que persistirem na tática do "empurrar com a barriga" correm sérios riscos de acompanhar a Copa de longe. Nos bastidores já se fala abertamente da possibilidade de ao menos duas serem cortadas, reduzindo a dez o número de subsedes. Neste caso, Natal, no Rio Grande Norte, é a grande favorita a ser limada. A Arena das Dunas, que será erguida no lugar do antigo Machadão por cerca de R$ 400 milhões, por ora não passa de uma maquete. De pois de não aparecerem interessados na primeira licitação, o governo prepara uma nova investida para os próximos dias, mantendo a incógnita.
Outro problema: decidir se São Paulo e o novo campo do Corinthians, em Itaquera será mesmo palco do jogo de abertura da Copa. Questão que atinge outras sedes. Belo Horizonte também está no páreo. Assim como Brasília, que estuda reduzir o projeto no caso de perder a "eleição". A previsão inicial é que o Estádio Nacional possa receber até 70 mil torcedores (a um custo de R$ 700 milhões), se transformando no segundo maior do torneio, atrás apenas do Maracanã (76.525 pessoas).
Ameaças que parecem não incomodar o comitê de Curitiba. O Atlético espera finalizar até fevereiro o projeto executivo de remodelação da Arena da Baixada, iniciando a construção entre maio e julho. A tempo, de acordo com os dirigentes, de participar da Copa das Confederações. "Está tudo caminhando bem, dentro do prazo. Não há motivo para preocupação", repete Luiz de Carvalho, gestor do município para assuntos relacionados à Copa 2014.
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