
Faltas, vários cartões amarelos e um grande público. Com a bola parada no Morumbi, esses foram os elementos que mais chamaram a atenção. Quando a esférica rolou, pouco se viu em termos futebolísticos, mas o São Paulo soube valer-se da sua maior qualidade individual e ofensiva e venceu o Atlético Paranaense por 2 a 0.
Com o resultado, o Tricolor paulista fica com o primeiro lugar da tabela ao final do primeiro turno do Brasileirão. Apesar do excessivo "anti-jogo" visto dos dois lados na maior parte da partida, o equilíbrio foi uma tônica, sobretudo nos primeiros 45 minutos. Os são-paulinos encontraram o primeiro gol logo no início do confronto, porém o Furacão não foi envolvido e com mais volume até chegou ao ataque. Porém, nestes momentos faltou qualidade para os atleticanos.
A possibilidade de empate era atingível para o Rubro-Negro, caso o time continuasse atuando da mesma maneira no segundo tempo. Entretanto, o Atlético se encolheu e abriu espaço para o São Paulo que, a partir daí, mandou na partida e não demorou a marcar o segundo. O tento anotado por Borges ainda no começo da etapa final decretou o resultado. Sem forças, o Furacão apenas agonizou aos gritos de "olé" vindos das arquibancadas.
O placar mantém os atleticanos às margens da zona de rebaixamento ao fim do primeiro turno. A equipe paranaense dá o pontapé inicial no returno no próximo sábado (18), na Arena da Baixada, contra o Figueirense. Antes desse compromisso, o Furacão estréia em casa nesta quarta-feira (15) pela Copa Sul-Americana diante do Vasco.
Já o Tricolor paulista viaja até Goiânia, onde no domingo (19) encara o Goiás.
São Paulo larga na frente em jogo feio
Com mais de 36 mil pessoas no reduto tricolor, a meta do Atlético era segurar a pressão inicial do São Paulo, equilibrar as ações e buscar o gol. Desses três objetivos, o primeiro foi o único que ficou faltando. Logo aos cinco minutos, em uma falta sobre Souza, o Tricolor paulista abriu o marcador com Jorge Wagner, chutando em um buraco na barreira.
Em desvantagem, o Furacão não sentiu o gol paulista e tentou fazer o seu jogo. Nos 15 minutos seguintes, só o ataque rubro-negro apareceu na partida, porém entre bolas alçadas e cruzadas, faltaram arremates precisos contra a meta de Rogério Ceni. Depois disso, a partida foi "lá e cá", com oportunidades para ambos os times, e muita correria. Isto quando as muitas faltas não prejudicavam o espetáculo.
Com tantas jogadas ríspidas, os diversos cartões amarelos foram inevitáveis. A emoção ficou restrita às arquibancadas e a partida seguiu ruim até o apito final. Para os atleticanos, além do lance discutível que gerou o gol são-paulino, ficou a impressão que, mantendo-se o mesmo futebol, a equipe chegaria ao empate.
Furacão se retrai e acaba castigado
Antônio Lopes resolveu mexer no Furacão e colocou Claiton no lugar de Valencia. Além de querer mais qualidade no passe, o técnico já adiantou a entrada do jogador na próxima rodada, uma vez que o colombiano tomou o terceiro cartão amarelo e não enfrenta o Figueirense na próxima rodada.
Mas não se viu melhora ofensiva no Atlético. Muito pelo contrário. Quem voltou com mais vontade de ganhar foi o São Paulo e o segundo gol não demorou a sair. Aos nove minutos, Richarlyson cruzou, Alex Silva tocou de calcanhar e Guilherme defendeu como pôde. No rebote, Borges tocou para as redes.
Logo em seguida o Furacão deu o seu último suspiro em busca de uma reação, quando André Rocha chutou forte e Ceni fez boa defesa. A única, diga-se de passagem, no segundo tempo. Depois disso, as entradas de Rogerinho e Erandir no Rubro-Negro nada acrescentaram, e quem teve chance de fazer mais um foi o Tricolor.
Porém, até mesmo para o líder do Brasileirão, conhecido mais pela sua defesa do que pelo ataque, já estava de bom tamanho.
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