A seleção brasileira feminina de basquete estreia nesta quarta-feira na Copa América, competição que reúne oito participantes e distribui três vagas para o Mundial da República Checa, que acontecerá em 2010. Na primeira rodada do torneio, o Brasil jogará contra Porto Rico, a partir das 20 horas, no Ginásio Aecim Tocantins, em Cuiabá.
O Brasil está no Grupo A da Copa América, ao lado de Porto Rico, Canadá e República Dominicana - Argentina, Chile, Cuba e Venezuela compõem o Grupo B. Na primeira fase do torneio, as seleções se enfrentam dentro das chaves, classificando as duas melhores de cada para as semifinais.
Por jogar em casa e pela tradição no basquete feminino, o Brasil é favorito ao título da Copa América, competição que já conquistou duas vezes (1997 e 2001) em cinco edições realizadas - Cuba ganhou outras duas e os Estados Unidos venceram uma. Mas a seleção brasileira vive um momento de renovação, o que pode dificultar a classificação.
Agora com Hortência como diretora e Janeth como assistente, o técnico Paulo Bassul não poderá contar com as duas melhores jogadoras brasileiras na atualidade: a ala Iziane, que não aceitou a convocação por divergências com o próprio Bassul, e a pivô Érika, que pediu dispensa porque seu time estava disputando os playoffs da WNBA.
Assim, Bassul apelou para duas jogadoras veteranas, que voltaram a servir a seleção para ajudar na renovação do grupo: a armadora Helen e a pivô Alessandra, ambas de 35 anos. Mas o destaque do time é mesmo a ala Micaela, candidata a cestinha brasileira na disputa da Copa América.
"O grupo é forte e, principalmente, versátil. Podemos montar um time de acordo com as necessidades do jogo", avaliou Bassul, que gostou da performance da seleção nos quatro amistosos de preparação para a Copa América, quando somou duas vitórias sobre o Canadá e duas sobre a Argentina.
"Acho que a equipe está bem preparada, com alguns pequenos detalhes para melhorar e vamos crescer a cada partida, no objetivo de carimbar o passaporte para a República Checa e alegrar a torcida brasileira subindo no lugar mais alto do pódio", disse a armadora Adrianinha.
"Temos que estar focadas no objetivo e ajudar o Brasil a conquistar essa vaga para o Mundial. Acho que Cuba, Argentina e Canadá serão os nossos adversários mais difíceis. Mostramos evolução nos amistosos e estamos corrigindo os erros para jogar ainda melhor e sair de Cuiabá com a vaga nas mãos", afirmou a também armadora Natália.



