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Brasil

Seleção ofensiva provoca trabalho extra a operários

Zagueiros, laterais e volantes do Brasil terão trabalho extra para liberar quarteto Ganso, Robinho, Neymar e Pato ao ataque

O zagueiro Thiago Silva confia no entrosamento com Lúcio | Hedeson Alves, enviado especial/ Gazeta do Povo
O zagueiro Thiago Silva confia no entrosamento com Lúcio (Foto: Hedeson Alves, enviado especial/ Gazeta do Povo)

Los Cardales, Argentina - Desde que o técnico Mano Menezes fez o primeiro treino coletivo na Argentina, domingo, a expectativa sobre a seleção brasileira aumentou. A confirmação do quarteto Ganso, Robinho, Neymar e Pato é promessa de ofensividade na Copa América. Do jeito que a torcida gosta. Mas também de trabalho extra para volantes, laterais e zagueiros. É quando a torcida sua frio.

Na expectativa de que os badalados companheiros resolvam na frente, os operários da equipe se colocam à disposição para segurar a barra na marcação. "Precisamos ter na cabeça que estamos ali para marcar, dar suporte a Ganso, Robinho, Neymar... Correr, marcar e jogar a bola para eles", resume o volante Ramires, falando em nome dos volantes.

No treino coletivo de ontem o setor defensivo cumpriu bem a tarefa. Sob constantes gritos de "olha a recomposição" do treinador, deram poucos espaços para o time reserva – o único setor vulnerável foi o do lateral-esquerdo André Santos. O principal problema, frustrando as expectativas, foi a falta de brilho dos atacantes.

De certa forma, Mano pode se dar por satisfeito. Afinal, parece bem mais preocupado em montar uma equipe "balanceada" até a estreia, domingo, contra a Venezuela, do que com uma momentânea crise de inspiração do quarteto. "Vamos fazer os ajustes necessários em relação à movimentação dos homens de lado ofensivos, Robinho e Neymar, para que quando estivermos sem a bola não fiquemos vulneráveis", anunciava no domingo.

De fato, Robinho e Neymar têm se esforçado para cumprir a função tática defensiva. "Toda formação é válida desde que haja comprometimento. Nessa temos de voltar para não sobrecarregar quem está atrás", afirma o atacante do Milan.

Quanto mais o sistema encaixar, melhor para a dupla de zaga Lúcio e Thiago Silva, ainda em busca de entrosamento. Jogador do Milan, o primeiro é titular desde que Mano assumiu a seleção, em agosto do ano passado. Formava dupla com David Luiz, que deixou o time para o retorno do experiente zagueiro da Inter de Milão, no amistoso do dia 27 de março, com a Escócia.

Por enquanto, como conta Thiago, eles tentam tirar proveito do bom entendimento fora de campo. "Temos um convívio muito bom na Itália. Acompanho os jogos dele, e ele os do Milan. Não tive oportunidade de jogar muito com o Lúcio, mas na última Copa do Mundo [quando era reserva de Juan], pude observar o que fazia de bom, e o que fazia de ruim em alguns momentos", diz o zagueiro.

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