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Sem clima de oba-oba, Brasil enfrenta Bolívia no Engenhão

Contra o lanterna das eliminatórias, seleção evita o clima de "já ganhou" | ARI VERSIANI/AFP
Contra o lanterna das eliminatórias, seleção evita o clima de "já ganhou" (Foto: ARI VERSIANI/AFP)

A ameaça de crise parece ter ficado no passado. Bastou uma boa atuação da seleção brasileira, uma vitória convincente sobre o Chile, no último domingo, para a euforia voltar. Um triunfo nesta quarta-feira, às 21h50m (de Brasília), sobre a Bolívia, no estádio João Havelange, no Rio de Janeiro, vai confirmar a nova fase de paz da "Era Dunga".

Acompanhe o LANCE A LANCE do confronto, válido pela oitava rodada, na Gazeta do Povo Online a partir das 21h50.

A Bolívia pode ser vista como o adversário perfeito para a seleção ter uma grande atuação. O rival está na lanterna das eliminatórias com apenas quatro pontos. E tem a pior defesa da competição. Em sete jogos sofreu 20 gols. Para aumentar o otimismo, em apenas um dos 24 jogos que fez contra a Bolívia, o Brasil não fez gols. Aconteceu na derrota por 2 a 0 no dia 25/07/1993. Foi, inclusive, a primeira derrota brasileira na história das eliminatórias.

Além disso, a média de gols do confronto é alta: 4,54 por partida.Mas os jogadores tentam evitar o clima de oba-oba e o efeito "Chile", que antes da partida contra a seleção criou um clima de amplo favoritismo, o que acabou irritando e dando uma motivação extra aos brasileiros.

"A Bolívia merece todo o nosso respeito. Não podemos ficar olhando para a tabela. É um jogo difícil, mas se jogarmos como fizemos contra o Chile podemos torná-lo fácil", disse o atacante Luis Fabiano, que tem quatro gols nas eliminatórias e briga pela artilharia com o argentino Riquelme e os uruguaios Forlán e Abreu.

A palavra mais usada pelos brasileiros nas entrevistas é respeito. Os jogadores evitam o clima de "já ganhou". "O time está mais leve e confiante. Mas a responsabilidade continua a mesma. Não podemos deixar de respeitar a Bolívia", disse Robinho.

O técnico Dunga vai repetir a escalação com três atacantes: Luis Fabiano, Ronaldinho Gaúcho e Robinho. O zagueiro Juan, com um problema muscular, está fora da partida. Luisão segue na zaga ao lado de Lúcio. Já no meio-campo, Lucas entra na vaga de Gilberto Silva, suspenso. E na lateral esquerda o rubro-negro Juan ganha uma chance com a expulsão de Kléber contra o Chile.

A seleção boliviana vem de uma derrota para o Equador, 3 a 1, em Quito. O destaque do país é o ex-cruzeirense Marcelo Moreno. O atacante foi um dos principais artilheiros da última edição da Taça Libertadores com oito gols.

"Estar na seleção é o importante. A nossa intenção é conseguir a classificação para a Copa do Mundo. Sei que é muito difícil, já que somos os últimos colocados. Mas vamos nos esforçar", disse Marcelo Moreno.

O técnico Erwin Sánchez não vai ficar à beira do campo durante a partida. O comandante está suspenso e será substituído pelo supervisor Carlos Aragonês.

A procura por ingressos decepcionou a CBF. Ainda há bilhetes disponíveis para a partida.

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