O tempo está correndo e o torcedor do Paraná tem motivos de sobra para se preocupar com o time do coração. Se a estreia no Estadual fosse hoje, a situação do Tricolor em campo seria caótica.
Após a debandada no final do ano, com os poucos reforços já confirmados e a equipe da base disputando a Copa São Paulo, o técnico Roberto Cavalo procura soluções criativas para enfrentar o Cerro Porteño, do Paraguai, em amistoso na próxima quarta-feira, na Vila.
De acordo com a assessoria de imprensa paranista, há 28 atletas treinando no Ninho, porém menos da metade com contrato.
Para deixar a situação ainda mais complicada, os jogadores que tiveram o contrato renovado voltaram aos treinamentos em condições físicas abaixo do esperado. Os dados da equipe de preparação física são mais um motivo de dor de cabeça para o comandante do Tricolor.
"Na verdade, tudo me preocupa. Inclusive o campo de jogo na Vila, que não tem condições de trabalho. Temos o amistoso marcado e vamos jogar, mas não será fácil. O atleta vai ter de se superar para tentar mostrar o melhor futebol", desabafou Cavalo.
O grande desafio do treinador é se desvencilhar das dificuldades financeiras do clube, que tem um projeto bastante claro de não fazer loucuras que possam comprometer o caixa e o trabalho nos próximos meses.
A ordem é trabalhar com os pés no chão e Cavalo deixa um alerta sobre a promessa da diretoria de trazer um goleiro de ponta. "Quem veio ganha menos de R$ 5 mil por mês. Por isso estamos tendo dificuldades com o goleiro, que foge bastante da realidade do clube. Não adianta trazer só um jogador porque não vai resolver sozinho."
O técnico pelo menos se diz satisfeito com os reforços que já chegaram. "Estão mostrando muito interesse, trabalhando forte e com certeza vão contribuir. Mas ainda estamos estudando novas contratações. Precisamos ter mais jogadores com salários adequados. Vamos montar uma base e um time competitivo", torce.



