
Ao apito final de Héber Roberto Lopes, e a confirmação da vitória do Paraná sobre o Foz do Iguaçu (2 a 1), no sábado, ninguém comemorou mais do que Goiano. E os motivos foram além do bom resultado, fundamental para as pretensões do Tricolor no Estadual e do carinho que o volante nutre pelo clube que o revelou.
Para Goiano, aquele momento marcava o encerramento de quase um ano inteiro de sofrimento pessoal. "Fiquei muito feliz por ter voltado, ainda mais com uma vitória. Pude ajudar o Paraná e ao mesmo tempo deixei o gramado sem problema nenhum. Não poderia ter sido melhor", comenta o jogador.
Ele não vestia a camisa tricolor desde o dia 23 de abril de 2008, quando atuou na derrota para o Internacional, em Porto Alegre, pela Copa do Brasil. De lá para cá, tudo o que fez foi tratar da lesão no tendão do joelho esquerdo.
"Fiquei quatro ou cinco meses em que eu tratava, tratava e não melhorava. Uma angústia muito grande. Todos me perguntavam se eu ia voltar a jogar futebol. Foram muitas noites sem dormir", relembra Goiano, que acabou tendo de ser operado.
Período difícil que ele classifica como o pior de seus 12 anos de Vila Capanema aos 28 anos, Goiano foi revelado pelas categorias de base do clube. Finalmente, tudo parte do passado. E agora, o que interessa é reconquistar uma vaga no time.
Briga que deve "estourar" hoje nas mãos do técnico Wágner Velloso, no coletivo que antecede o confronto com o Iguaçu, amanhã, em casa. Goiano disputa a posição de segundo volante com Edimar que, até ser expulso diante do Rio Branco, vinha agradando.
Bom desempenho reconhecido pelo símbolo da raça paranista. "Quero ganhar a confiança do Velloso. Mas é ele quem escala, existe uma hierarquia, e o Edimar estava mesmo jogando bem", comenta.
Melhor oportunidade para se firmar impossível. A partida vale a passagem do Tricolor para a segunda fase do Paranaense. "Vai ser um jogo de muita pressão, em que os dois times não podem perder (o Iguaçu briga contra o rebaixamento)".
Chance para afastar de vez a má fase da Vila e, de quebra, ganhar moral visando a um novo contrato. Em virtude da lesão grave, clube e jogador acertaram no início do ano uma renovação por apenas seis meses, válida até 31 de julho.
"Todo mundo já me conhece e sabe do que eu sou capaz. Mas é sempre um recomeço, e espero mostrar que ainda posso dar muito ao Paraná", diz o volante.



