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Sul-Americana

Sonolento, Atlético sucumbe e perde por 1 a 0 para o Pachuca

O Atlético não conseguiu reprisar o futebol exuberante que vinha demonstrando durante as primeiras fases da Copa Sul-Americana e acabou derrotado pelo Pachuca, nesta quarta-feira, em plena Arena da Baixada. Depois da derrota por 1 a 0, o Furacão precisa vencer o jogo da volta também por um gol de diferença para conseguir levar a decisão para os pênaltis. (Assista ao gol da partida).

Após uma semana inteira de folga, já que o elenco titular não disputou o jogo contra o Grêmio no último domingo, o time pareceu perdido em campo. O setor de marcação não conseguiu desempenhar seu futebol com eficiência e o passe preciso do adversário se sobressaiu. O sistema ofensivo, motivado pela péssima atuação de alguns jogadores, também não funcionou.

Os 21.955 torcedores que foram na Arena tiveram alguns momentos de alegria. Logo de início, por exemplo, o lateral Jancarlos cobrou com categoria uma falta no travessão do goleiro mexicano. Alegria igual só apareceu no segundo tempo com a entrada de Dagoberto, mas só isso não foi suficiente para o Atlético conseguir a vitória.

O jogo

Nos primeiros minutos do jogo as duas equipes se estudavam e tentavam explorar os vários setores do gramado para identificar a melhor opção de jogo. Com isso, os erros de passes eram comuns e a bola trocava de pés a todo instante.

Numa jogada aos 5 minutos, Marcos Aurélio tentou trabalhar a bola, mas foi derrubado de frente para a área. Na cobrança da falta, Jancarlos ajeitou com capricho e chutou forte, direto no travessão do goleiro Calero. No rebote o Atlético ainda teve a chance de abrir o placar quando Alan Bahia recebeu e tentou tocar nas redes, mas em intervenção primorosa, o goleiro mexicano faz grande defesa.

A resposta não demorou nada para vir e logo aos 6 minutos de jogo a equipe do Pachuca armou o contra-ataque e "se jogou" no campo de defesa atleticano. Depois de um levantamento na área, Salazar recebeu sozinho, matou e chutou à queima roupa para brilhante defesa do goleiro Cléber.

Nos primeiros 15 minutos o jogo foi muito bom de se ver, com as duas equipe apresentando um futebol determinado e belo. Aos 16 minutos Corrêa chutou de fora da área e levou perigo ao gol de Cléber, mas aos 21 foi o Furacão quem ameaçou. Michel passou para Marcos Aurélio chutar em cima da zaga. Logo depois, aos 22, novamente Marcos Aurélio se livrou da marcação e tocou para Ferreira. O meia colombiano demorou um pouco para fazer o domínio e na hora do chute foi travado pela defesa mexicana.

O Pachuca seguiu um pouco melhor que o Atlético e criou mais chances de abrir o placar. Aos 35 minutos Cacho tabelou com Gimenez e de fora da área chutou forte para a boa defesa de Cléber. Pouco depois, aos 41, Cabrera fez o cruzamento para Gimenez chutar de voleio, levando muito perigo ao gol do camisa 1 do Furacão. O Atlético ainda tentou aos 45, num cruzamento de Denis Marques, mas a zaga mexicana evitou o perigo.

Segundo tempo com Dagoberto

Para o segundo tempo os dois times vieram com a mesma formação. A única mudança esperada pelos treinadores e torcedores seria na postura dos times para os 45 minutos finais. Só que o panorama visto nos primeiros minutos foi exatamente o mesmo da primeira etapa: Pachuca melhor que o Atlético.

Depois de algumas chances, aos 10 minutos o time mexicano chegou com perigo. Chitiva fez a cobrança de escanteio para Mosquera subir sozinho e cabecear com perigo ao gol de Cléber. O Atlético, longe de estar morto em campo, também ameaçava a meta do goleiro Calero.

Aos 13 minutos a torcida Rubro-Negra explodiu em alegria quando Vadão chamou o atacante Dagoberto para o jogo. Antes disso, aos 12, Cristian cobrou uma falta para a área e no rebote Ferreira foi travado na hora do chute. No mesmo lance a bola sobrou para Michel pela esquerda. O chute veio cruzado para Danilo ajeitar de cabeça no peito de Denis Marques, que girou e chutou fraco para defesa do goleiro do Pachuca.

Com Dago em campo o Atlético cresceu visivelmente de produção. Aos 17 minutos Ferreira recebeu e cruzou para Denis Marques matar no peito e chutar com perigo para o gol. Logo depois, aos 19, Dagoberto avançou pela direita e tocou para Ferreira chutar com perigo. Novamente Dagoberto teve a chance aos 30, mas o chute foi forte e sem direção.

O problema é que mesmo com a entrada do atacante, o Atlético não conseguiu tomar para si o controle do jogo. Mesmo crescendo de produção, o time comandado por Vadão penou para criar boas chances e ganhar o meio de campo.

O famoso "balde de água fria" veio aos 40 minutos do segundo tempo. Em um contra-ataque rápido, marca do time mexicano, Alvarez recebeu de frente para o gol. Assim como seus companheiros fizeram durante todo o jogo, o atacante, que entrara no segundo tempo, chutou de longa distância para a surpresa de Cléber. A bola ainda tocou na trave antes de balançar as redes atleticanas.

Agora o Furacão precisa reverter a vantagem do Pachuca no jogo da volta, que será disputado no México. Com uma vitória por 1 a 0, o jogo vai para os pênaltis, mas por 2 a 0 a vaga é do Atlético. Outras vitórias como 2 a 1, 3 a 2 ou 4 a 3 garantem a vaga para os paranaenses.

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