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Decisão

"Soy Celeste" embala retomada uruguaia

Com vitória por 3 a 0 sobre o exausto Paraguai na final, o Uruguai chega a 15 títulos no torneio e ultrapassa a Argentina

Diego Forlán beija a taça de campeão da Copa América 2011. Craque do Mundial 2010 não brilhou como se esperava, mas conduziu o time ao sonhado título | Jorge Adorno/ Reuters
Diego Forlán beija a taça de campeão da Copa América 2011. Craque do Mundial 2010 não brilhou como se esperava, mas conduziu o time ao sonhado título (Foto: Jorge Adorno/ Reuters)

Buenos Aires - "Falta um título" diziam quase unanimemente os uruguaios ao serem questionados sobre o renascimento do futebol no país. Não falta mais. A Celeste se impôs facilmente ao Paraguai ontem, no Monumental de Nuñez, venceu por 3 a 0 e conquistou a Copa América um ano após ser semifinalista da Copa do Mundo.

O ciclo iniciado quando o técnico Oscar Tabárez assumiu o comando da seleção charrua, em 2006, está completo. No time campeão estão jogadores como o goleiro Muslera, o zagueiro-lateral Cáceres e o atacante Suárez, frutos do trabalho de integração com as seleções de base.

O camisa 9, Suárez, foi o melhor jogador da Copa América, confirmando o bom momento vivido no Liverpool. Ele já havia marcado os dois gols na vitória sobre o Peru na semifinal. Ontem, abriu o placar aos 11 minutos do primeiro tempo e deu a assistência para Forlán fechar a conta, aos 44 do segundo. "Foi legal aquela campanha na África do Sul, mas nada se compara a um título. Nem importa muito quem foi o melhor ou fez os gols", festejava Suárez.

Ele não parecia preocupado por ter perdido a artilharia para o peruano Guerrero, que marcou três vezes sobre a Venezuela no jogo de sábado, valendo o terceiro lugar, e terminou o torneio com cinco. Suárez ficou com quatro.

Quem desencantou foi Diego Forlán, eleito o melhor da Copa de 2010, mas que não balançava a rede pela seleção desde a derrota por 3 a 2 para a Alemanha, valendo o terceiro posto na África do Sul. "Agora a felicidade é completa. Podemos dizer que estamos definitivamente marcados", comemorava o autor do segundo e terceiro gols.

Desde o 2 a 0, quando Arévalo Ríos roubou a bola e tocou para o camisa 10 acabar com o jejum pessoal, aos 41 minutos da primeira etapa, estava claro que não havia mais volta.

Nem Justo Villar, melhor goleiro e jogador mais sortudo da Copa América, fez milagre desta vez. Não seria na final que o remendado Paraguai, com muitos lesionados e extenuado depois de duas prorrogações e disputas nos pênaltis, conseguiria sua primeira vitória na competição – havia empatado os cinco jogos.

Os guaranis – que ainda tomariam o terceiro no fim – até esboçaram uma pressão, mas nada capaz de intimidar o coro de "Soy Celeste! Celeste soy yo…" da arquibancada e tirar a confiança de uma torcedora que não largava um cartaz com uma taça e o número 15. Referência ao número de conquistas uruguaias na Copa América, deixando para trás a anfitriã Argentina (que tem 14), assim como fez nas quartas de final.

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