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A primeira estratégia de Anderson Silva para se defender do doping foi nocauteada nessa quinta-feira (5) pela Comissão Atlética do Estado de Nevada (NSAC), órgão regulador do MMA em Las Vegas, local da luta contra o americano Nick Diaz, no sábado passado. O estafe do lutador brasileiro pleiteava a realização da contraprova em outro laboratório. A NSAC, porém, negou a requisição e manteve a segunda análise a cargo do Medicine Research & Testing Laboratory, de Salt Lake City, no estado de Utah.
Spider foi flagrado com drostanolona e androsterona, ambos esteroides anabolizantes, no dia 9 janeiro, três semanas antes de seu retorno ao octógono após 13 meses afastado por causa de uma grave lesão na perna. A coleta aconteceu dentro do padrão exigido pela Agência Mundial Antidoping (Wada) e as amostras chegaram ao laboratório, que tem a chancela da entidade, três dias depois.
Como os resultados, que costumam demorar dez dias para serem divulgados, levaram 17 dias para chegar ao público, a defesa do ex-campeão quis colocar as análises em cheque. A tática não funcionou. A defesa continuará apostando na tese de "falso positivo" causado por um anti-inflamatório.
"O risco de erro de um laboratório credenciado é bem pequeno. A idoneidade deles é exemplo para nós", afirma o médico paranaense Daniel Carvalho, membro da Comissão Atlética Brasileira (CABMMA). "Mas para ter certeza absoluta temos de esperar a contraprova", completa.
O protocolo para coleta de urina, onde foi detectada a ilegalidade, é padrão. Em uma sala, o lutador escolhe um dentre vários kits de teste lacrados. Então, sob observação de um médico, recolhe os exemplares, sendo cerca de 50 ml para a amostra A e a mesma quantidade para a amostra B, que serve de contraprova.
O próprio lutador lacra o exame e o coloca em um recipiente inviolável. Não há identificação visível com o nome de quem fez o exame.
Se confirmado o doping, Anderson deve pegar uma suspensão preventiva até o julgamento do caso, o que pode demorar alguns meses. Ao todo, o paulista radicado em Curitiba pode ser impedido de competir nos Estados Unidos por um ano o lutador começará a ser ouvido pela NSAC no dia 17 de fevereiro.
"As duas substâncias servem para recuperação muscular, para ter uma melhora no rendimento antes e depois dos treinos. Elas saem do organismo em cerca de duas semanas", explica Carvalho.
O UFC faz controle antidoping desde 2000, mas apenas para drogas recreativas. Em 2008, o evento começou a fazer testes aleatórios para esteroides e outras substâncias. Só a partir de agosto do ano passado, contudo, o evento passou a pagar por exames para todos os atletas, inclusive alguns sem aviso prévio.



