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Automobilismo

Stock Car ensaia antidoping

A segunda etapa da temporada 2007 da Stock Car – que acontecerá no próximo domingo, no Autódromo Internacional de Curitiba, em Pinhais, na região metropolitana da capital paranaense – deverá ser a primeira oportunidade para os pilotos da principal categoria do automobilismo brasileiro se familiarizarem com um cuidado a mais: os exames antidoping. Já adotado em competições automobilísticas internacionais, o procedimento em breve deverá ser implantado também nas categorias nacio-nais.

A Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), seguindo as tendências da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), está planejando com cuidado a adoção do antidoping nas corridas nacionais, estudando, para esse fim, a viabilidade de aquisição de equipamentos e de treinamento de pessoal, além da elaboração de um código legal específico. Tudo isso, no entanto, será precedido por uma campanha de informações aos pilotos, o que deve começar a acontecer com a presença dos pilotos em Curitiba. Eles receberão um manual contendo informações gerais sobre o sistema antidoping, como, por exemplo, algumas das substâncias que terão o seu uso proibido.

"Só falta a gráfica liberar o material. Espero que isso aconteça a tempo de distribuir aos atletas já em Curitiba", afirma Dino Altmann, membro da comissão médica da FIA, médico da Stock Car e um dos responsáveis pela elaboração do manual.

Segundo a assessoria da CBA, a implantação efetiva do sistema provavelmente não ocorrerá neste ano. A meta da entidade é que isso ocorra em 2008. O regulamento brasileiro sobre o tema deverá ser idêntico ao seguido pela FIA em competições internacionais, como a Fórmula 1. "Mas ainda precisamos que ele seja aprovado no Conselho da CBA", lembra Altmann.

O regulamento valerá para todas as categorias do automobilismo brasileiro, e não apenas para a Stock Car.

"Mas, tendo em vistas os custos do sistema antidoping, que não são baixos, a Stock Car deve ser a primeira a contar com ele", explica.

De acordo com Altmann, algumas entre as muitas substâncias proibidas estão contidas em medicamentos comuns, como descongestionantes nasais e antibióticos. "Será de responsabilidade do piloto o alerta dessas restrições em uma eventual consulta médica", adverte. Além dos componentes existentes na lista estabelecida pela Agência Mundial Antidoping (que valem para todos os esportes), outros específicos serão acrescentados à relação que será passada aos pilotos, como, por exemplo, o álcool. "Essa medida não nasceu com o propósito de punir, mas de tornar a competição mais justa", ressalta.

Ingo Hoffman, um dos pilotos mais experientes da Stock Car, aprova a iniciativa. "Acho muito positivo para o nosso esporte. Poderia até ter acontecido antes", diz. Já o paranaense Tarso Marques questiona o sentido prático da medida. "Acho interessante para pegar alguém possa ter bebido e atrapalhar a corrida, mas, em termos de performance, a grande maioria das substâncias proibidas mais atrapalha do que ajuda. Será um cuidado a mais que deveremos tomar."

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