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Brasileiro

Tcheco resume virada do Sport sobre o Coritiba: "Que porcaria"

Desabafo de Tcheco resume a derrota de virada do time misto do Coritiba para o Sport, por 3 a 2, que terminou em vaias no Couto Pereira

Marquinhos Gabriel e Felipe Azevedo, do Sport, comemoram o gol contra de Luccas Claro na virada sobre o Coritiba, por 3 a 2, no Couto Pereira: em oito rodadas, o Alviverde já perdeu duas em casa, o mesmo que em todo o Brasileiro 2011 | Antonio More/ Gazeta do Povo
Marquinhos Gabriel e Felipe Azevedo, do Sport, comemoram o gol contra de Luccas Claro na virada sobre o Coritiba, por 3 a 2, no Couto Pereira: em oito rodadas, o Alviverde já perdeu duas em casa, o mesmo que em todo o Brasileiro 2011 (Foto: Antonio More/ Gazeta do Povo)

Na turnê de despedida de Tche­­co, a partida contra o Sport tinha um papel especial. Seria provavelmente a úl­­tima dele como titular no Couto Pereira. E logo na saideira o meia sofreu a primeira derrota em casa desde o retorno ao clube, em 2010. "Sei que não vou jogar a final da Copa do Brasil, então era minha última partida aqui e nós perdemos. Que porcaria!", exclamou.

O desabafo resumiu a derrota por 3 a 2 para o Sport. Em apenas oito rodadas, o Coritiba repete o mesmo número de derrotas como mandante do Brasileirão-2011 inteiro – duas. O reflexo está na classificação, que coloca o Alviverde no 14.º lugar com 7 pontos. Ainda deixou o gramado com um desfalque e uma dúvida para a final da Copa do Brasil e sob vaias da torcida, que começou apoiando a escalação de uma equipe reserva recheada de pratas da casa, mas não engoliu a virada após o time abrir 2 a 0 em 24 minutos.

Tcheco foi o símbolo do Co­­xa que deu certo. Um passe dele de 20 metros deixou Anderson Aquino livre para fazer o primeiro gol. No segundo, lançou Lincoln na ponta esquerda e correu até a área para finalizar como um centroavante. "Dar pique não é muito a minha, mas consegui chegar a tempo de acertar o bate-pronto e fazer o gol", explicou.

Depois da partida, foi o pri­­meiro a destoar do discurso geral dos companheiros. Rafael Silva, Chico, França e Demerson reclamaram da falta de entrosamento e disseram que agora é se concentrar no jogo contra o Palmeiras. Tcheco parou na contramão. "Não vou dar a desculpa de que faltou ritmo de jogo, é conversa pra boi dormir. Eles tiveram mais competência e ganharam", afirmou o meia, que no segundo tempo foi vigiado de perto por Marquinhos Paraná.

Marcelo Oliveira também evitou o discurso da falta de entrosamento. Defendeu o uso do time alternativo, como ele gosta de definir, com um argumento simples: escalar os titulares não era certeza de vitória e perder um ou dois deles por contusão seria pior. Antes de serem problema para quinta-feira (leia mais ao lado), as lesões de Marcel e Anderson Aquino causaram estrago ontem mesmo.

"Treinamos a semana inteira com os dois no ataque, o Marcel de pivô e o Aquino chegando. Era a melhor escalação. O Marcel vinha prendendo bem a marcação e teve a distensão. O Aquino passou a fazer essa função e sofreu a luxação. Passamos a usar opções de contra-ataque [Geraldo e Rafael Silva], mas não seguramos o que estava nas nossas mãos", disse o treinador.

Marcelo Oliveira pensou em trocar Geraldo por Ro­­binho, mas sacou um volante quando o Sport empatou. O angolano, de saída para o Paraná, ficou até o fim e acabou se tornando um símbolo da tarde alviverde. A torcida comemorou sua entrada como se fosse um gol e vaiou uma bola perdida por ele no último ataque como se tivesse custado um título. Se tivesse sido ouvido na saída de campo, Geraldo teria bons motivos para repetir a exclamação de Tcheco.

O jogo

Ao trocar o 4-5-1 pelo 4-4-2, Marcelo Oliveira confiava na ca­­pacidade de armação de Tcheco e Lincoln. Deu certo e a experiente dupla levou o Coxa a abrir 2 a 0. Porém, a perda de Marcel e Anderson Aquino, por lesão, e os erros defensivos permitiram ao Sport equilibrar e virar o duelo.

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