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A chave do jogo

Técnico atribui vitória a sorte e esperança

O técnico René Simões admitiu que teve sorte para acertar nas alterações, optar pelos jogadores certos e conseguir a virada para 2 a 1, ontem, sobre o Brasiliense. A presença do centroavante Gustavo e do meia Caíco na partida mostra a opinião do comandante.

Segundo o treinador, Caíco não estava nos planos nem para ficar banco até o treino de quarta-feira. Mesmo no time de baixo, o experiente meia chamou a atenção do técnico, que em cima da hora resolveu relacionar o jogador e levá-lo para a reserva.

"Precisamos de um mês de sorte, para daí a sorte começar a correr atrás de nós", avalia o treinador, que, entretanto, já esteve à frente da sorte na noite de ontem. "Não imaginava que o Caíco pudesse ter essa atuação. Não tinha a convicção porque ele treinou pouco depois que voltou. Só que também é preciso sorte na vida", confessa.

Quanto a Gustavo, René reconheceu que o deixou no banco propositalmente para ter do lado de fora um jogador que "mude o humor do estádio". A entrada do Papa, no intervalo, mudou o destino do jogo.

"Já tive um jogador assim no Catar e outro na Jamaica. Podemos batizar o Gustavo de esperança. É aquele que quando vai ao aquecimento a torcida já se levanta", afirma.

Outro fator que ajudou na preparação para o jogo contra os candangos foi a exibição de um vídeo do músico Tony Melendez. Ele toca violão com os pés, pois não tem os braços, e fez uma apresentação para o papa João Paulo II em 1987. "No primeiro tempo cortaram nossos braços, mas só com as pernas viramos no segundo", diz René. (RL)

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