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O impacto do revés jurídico sofrido no final do ano passado pelo Toledo Colônia Work – que o tirou da disputa da Primeira Divisão (a Série Ouro) do Campeonato Paranaense, posição que ocupava até dezembro – não abala o time do Oeste do Estado.

À parte das disputas no tapetão que roubaram a cena às vésperas do regional, diretoria, comissão técnica e jogadores do Toledo continuam o trabalho de preparação para a competição, que inicia no domingo, como se o time fosse, de fato, jogar. Um faz de conta que disfarça a situação constrangedora.

Apesar do Engenheiro Beltrão estar confirmado na vaga (com o respaldo do Superior Tribunal de Justiça Desportiva–STJD), a rotina de treinamentos e amistosos planejada quando o clube toledense ainda tinha como certa a sua participação na elite do futebol paranaense continua sendo rigorosamente cumprida. Alheio aos tribunais, o time fez um jogo-treino no último domingo, contra o Paranavaí.

Agarrado ao fio de esperança representado pelo trabalho do advogado Domingos Moro, defensor da causa do clube (que, entre outras ações, tenta cassar a liminar concedida pelo STJD), o Toledo prossegue normalmente com o seu trabalho. A base do time que disputou a Copa dos 100 anos foi mantida e reforçada. "São 28 atletas recebendo seus salários normalmente e prontos para entrar em campo", ressalta Irno Picinini, diretor esportivo do Toledo.

A indiferença, no entanto, é apenas aparente. A diretoria, embora admita ainda ter esperanças de reverter a situação, afirma estar devidamente preparada para cobrar até as últimas instâncias as responsabilidades por eventuais prejuízos decorrentes da saída do seu time da Série Ouro. "Quem nos mandou montar uma equipe para disputar o campeonato? Assumimos diversos compromissos por confiar na decisão do TJD e na Federação. Até pouco tempo estávamos na tabela e, em função disso, vendemos publicidade, espaço no estádio e fizemos acordo com a tevê", diz Picinini.

O dirigente avisa que alguém vai pagar a fatura desse prejuízo, e, segundo ele, não será o Toledo. "Vamos buscar os nossos direitos e encaminhar a nossa documentação até a Fifa, se for o caso", afirma. Picinini ainda lamenta o rumo que a contenda jurídica tomou nas últimas semanas, mas não joga a tolha e garante que o seu clube não pode e nem vai passar por vilão dessa história. "É um absurdo perder vaga para um clube com CNPJ falso, quando um concorrente nosso ano passado utilizou diversos jogadores de forma irregular e nada foi feito quando questionamos."

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