
E acabou a trégua. Depois de pelo menos dez jogos dos 15 de invencibilidade - em clima de "bons amigos", a torcida do Coritiba voltou a atacar a administração do presidente Giovani Gionédis e a cobrar um time melhor para a seqüência de 2007. A eliminação do alviverde na semifinal do Campeonato Paranaense, após o empate em 1 a 1 com o Paranavaí, fez ressurgir um clima pesado nos corredores, gramado e arquibancadas do Couto Pereira.
Há duas rodadas atrás o mesmo Gionédis chegou a ser aplaudido por alguns torcedores do Coritiba que foram ao estádio Durival Britto e Silva e viram o time vencer o Paraná por 3 a 1 (mesmo que tenha sido contra os reservas do Tricolor). Neste domingo o tom dos gritos mudou completamente e a repercussão da eliminação ganhou mais destaque neste início de semana.
Além de Gionédis, os trabalhos da comissão técnica (encabeçada pelo técnico Guilherme Macuglia), do olheiro Will Rodrigues, de vários jogadores e também do coordenador de futebol João Carlos Vialle foram colocados "em xeque". Apesar de serem inevitáveis, as possíveis mudanças, como uma troca de treinador e uma lista de dispensa de atletas, só devem ocorrer mesmo após o jogo desta quarta-feira contra o Botafogo, pela Copa do Brasil.
Ainda nos vestiários após o jogo deste domingo, o técnico alviverde deixou claro de que o seu futuro no comando do Coritiba está nas mãos da diretoria. "O objetivo do trabalho era criar uma base para a Série B. Os resultados começaram a aparecer, mas infelizmente não chegamos à final do Paranaense. Agora resta à diretoria fazer uma análise para ver o que aconteceu. Faltou o algo a mais para nós. Isso é bom para o departamento de futebol ver o que faltou ao time nessa hora de decisão".
Algumas informações davam conta de que o técnico teria colocado o cargo a disposição. A resposta veio em entrevista dada por João Carlos Vialle à Gazeta do Povo Online. "Isso é uma tremenda mentira. Ele é um cara trabalhador, correto e honesto como poucos. Ele não estava em campo, não chutou bola na trave e nem perdeu gols. Aliás, ele tentou de tudo e não teve medo nem de mudar o time no primeiro tempo. Ele não colocou o cargo à disposição".
No final da tarde desta segunda-feira, a maior torcida organizada do time, a Império Alviverde, divulgou em seu site que "cobra a saída do técnico Guilherme Macuglia, do olheiro Will Rodrigues" e de vários jogadores. Entre eles o goleiro Artur (que ano passado foi um dos mais elogiados por essa mesma torcida), Luizão e Ozéia (zagueiros), China e Daniel Cruz (laterais), Juninho (volante), Caíco e Geraldo (meias). Outros nomes, que segundo a torcida precisam melhorar, foram colocados em "stand by" para uma nova lista.
Os torcedores ainda não estão acreditando que o time possa desempenhar um grande futebol na temporada. Homem forte do futebol Coxa, Vialle disse em meados do Paranaense que pelo menos 4 jogadores "com nível de seleção" seriam contratados para reforçar o elenco que vai brigar para voltar à elite do futebol nacional, mas até agora os nomes não agradaram a maioria dos coxas-brancas.
Sobre as sugestões da torcida, Vialle ponderou. "Levamos essas sugestões com o maior respeito. Eu também já fui torcedor. Sou coxa-branca desde os 9 anos e hoje estou com 54. É lógico que isso não quer dizer que concordamos com todas as sugestões deles, mas sabemos o que precisa ser feito em relação ao elenco. Vamos avaliar com carinho o que eles disserem, assim como faço com as dezenas de cartas e pedidos que me são enviados todos os meses".



