
Ponto fraco coxa-branca neste Brasileiro, o sistema defensivo voltou a pecar. O ataque, perto do milésimo gol na história do clube pela Série A, também fracassou. Para piorar, a rodada conspirou contra. Por fim, o técnico pediu para evitar o "desespero" na luta contra a degola.
Assim se resume a derrota do Coritiba para o Botafogo, ontem à noite, por 2 a 0, no Engenhão.
O resultado custou caro ao time paranaense em termos de classificação. Todos os adversários que estão na parte de baixo da tabela à exceção do Atlético-GO (19.º), batido pela Ponte Preta somaram pontos.
Se antes da partida o Coxa era o 15.º colocado, com 22 pontos a seis da zona de rebaixamento , agora foi ao 16.º (uma acima do descenso; e a apenas três de vantagem do Sport, o primeiro dentro da ZR).
"Tenho plena consciência das dificuldades, da pressão que é trabalhar próximo ao rebaixamento", reconheceu o técnico Marcelo Oliveira. "Gostaria de falar de forma diferente, mas existe essa preocupação [de queda], sim. Mas não se pode transformar preocupação em desespero, senão a situação fica crítica", salientou.
Mesmo com uma dupla de zaga nova (Demerson e Luccas Claro tinham jogado juntos somente uma vez neste Brasileiro), as falhas no setor que com os titulares já é o pior da competição, com 39 gols tomados voltaram a aparecer.
E sobrou até para o goleiro Vanderlei. Ele saiu mal em uma cobrança de escanteio, enquanto o restante do time assistiu Elkeson, de costas, cabecear e abrir o marcador (14/1º).
Desestabilizado, o Coritiba praticamente parou em campo e levou o segundo, com o uruguaio Lodeiro (28/1º). Antes, Vanderlei tinha pegado um pênalti mal batido por Elkeson.
Na segunda etapa, embora melhor, o Coxa desperdiçou as poucas oportunidades que teve. Assim, o milésimo gol em campeonatos brasileiros contando apenas jogos da Primeira Divisão ficou só no quase.
Na quarta-feira, o Coritiba tem mais um compromisso fora de casa, contra a Portuguesa, no Canindé. Diante da Lusa, 14ª colocada com 25 pontos, será mais um confronto direto para fugir do incômodo pelotão de baixo e acalmar os ânimos no Alto da Glória.
"Não podemos perder por passividade. Poderíamos até levar um resultado diferente, mas não foi hoje. Precisamos jogar com a Portuguesa com mais equilíbrio e pontuar, se possível com vitória", completou Oliveira.



