
Vinte e cinco mil pessoas trocaram um quilo de alimento não perecível por um ingresso para ovacionar Neymar a cada toque de bola do atacante do Santos durante o treino da seleção brasileira, na noite desta segunda-feira, no Mangueirão. A festa dois dias antes da partida contra a Argentina, também foi direcionada a Ronaldinho Gaúcho. Os dois são exemplos do estilo de jogo mais tradicional do futebol brasileiro.
O gritos em coro pontuaram o treino, o único aberto ao público. Na terça, os portões do Mangueirão vão estar fechados. Mesmo sem atravessar boa fase na seleção, Neymar conseguiu aglutinar multidões de adolescentes no estádio e nos outros locais por onde passou em Belém: aeroporto e hotel.
Por causa do assédio descontrolado dos fãs, a Polícia Militar montou esquema rigoroso para dar proteção aos atletas.
No Mangueirão, havia vários cartazes em homenagem a Neymar. Mas nenhum fazia referência da habilidade dele como jogador. "Delícia, case comigo" era o texto de um deles.
O treino foi rápido, com mais atividade física e um pouco de bola rolando, com os times misturados e divididos por coletes. No final, os jogadores lançaram bolas para as arquibancadas, num outro momento de empolgação do público.
Desconvocação
O dia da comissão técnica da seleção começou com a notícia surpreendente da recusa do lateral-direito Mario Fernandes em se apresentar à seleção.
O jogador do Grêmio alegou problemas pessoais para não aceitar a convocação. Ele teria preferido concentrar as atenções no clube gaúcho que defende. A notícia também causou surpresa nos outros jogadores convocados. Mano Menezes anunciou que não vai chamar outro jogador para o lugar de Fernandes.
Outro desfalque na seleção será Paulinho. Contundido, o volante do Corinthians acabou cortado do grupo que se prepara para o duelo com a Argentina.
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