Cerca de 30 integrantes de uma facção organizada do Fluminense invadiram o treino da equipe na tarde desta terça-feira, nas Laranjeiras. A atividade mal havia começado quando os "torcedores" entraram no gramado e partiram para cima dos jogadores. Na confusão, o volante Diguinho levou um soco. Antes que a situação piorasse, um segurança do clube atirou para o alto.
Para ajudar a manter a ordem, dez policiais militares foram chamados. Após a confusão ser contornada, os jogadores voltaram a treinar, entre eles Diguinho. O coordenador de futebol do clube, Alexandre Farias, e o vice-presidente de futebol, Tote Menezes, tiveram que dar satisfações para os integrantes da facção, que estenderam uma faixa com a seguinte frase: "O time não merece a torcida que tem".
Os principais alvos do protesto, além de Diguinho, foram o apoiador Thiago Neves, bastante ofendido, e o zagueiro Edcarlos. O volante foi acusado de frequentar boates, mesmo estando em tratamento de uma tuberculose.
A diretoria soube pela internet que o protesto ia acontecer. Por isso a segurança no clube foi reforçada. Tanto que o homem que atirou não estava identificado com a camisa do Fluminense. Ele foi contratado para trabalhar apenas nesta segunda-feira.



