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Libertadores

Tricolor mostra força na estréia continental

Equipe do técnico Zetti surpreende o Cobreloa

Ficha da prisão de Sônia Hadad Hernandes, divulgada pela polícia de Palm Beach, nos EUA | Divulgação/Polícia de Plam Beach
Ficha da prisão de Sônia Hadad Hernandes, divulgada pela polícia de Palm Beach, nos EUA (Foto: Divulgação/Polícia de Plam Beach)

Calama, Chile – Nem a altitude, nem o calor, tampouco o Cobreloa. O Paraná foi a Calama, era apenas um estreante na Libertadores da América, mas não se intimidou em momento algum. Guerreiro (a palavra é essa), marcou 2 a 0 até com certa facilidade.

Tudo deu certo; e agora o time da Vila Capanema está diante de uma situação muito tranqüila: pode até perder por 1 a 0 na próxima quarta-feira que estará classificado à fase de grupo. Derrota pelo mesmo placar, leva a partida para os pênaltis.

Mas caso o Tricolor repita a atuação de ontem, não há como ocorrer imprevistos. Bem posicionado e obediente taticamente, o Paraná aproveitou-se da soberba chilena – que só se preocupou em atacar – e jogou com inteligência. Para não se cansar demasiadamente, evitou lançamentos longos, e esteve sempre compactado.

O desempenho sóbrio fez o "El Infierno" parecer não mais do que uma chaleira de água fria.

Enquanto a torcida laranja se manteve quieta durante quase todo o jogo, os narradores das rádios locais se diziam surpreendidos e elogiavam o futebol brasileiro. Estavam atônitos pelo Tricolor não cansar, por tocar bem a bola e gritavam "Flávio!!!"com uma certa ponta de raiva a cada defesa do goleiro brasileiro.

Zetti também teve sua parcela – e grande. A tática do treinador foi perfeita. E até quando agüentou, o Paraná impôs uma marcação que neutralizou as duas melhores jogadas dos chilenos – o avanço dos volantes pelas laterais e os lançamentos da zaga para o ataque.

Com a movimentação do ataque, principalmente com Dinélson e Henrique, a equipe paranista conseguiu furar a linha de quatro defensores chilenos em várias ocasiões.

O gol veio na primeira delas. Aos 15 minutos, Dinélson avançou pelo meio, Henrique se enfiou entre os zagueiros e recebeu na frente, livre. Driblou o goleiro com tranqüilidade e marcou. Depois, o Paraná teve ainda várias chances na primeira etapa, mas todas foram para fora ou rebatidas pelo goleiro.

No segundo tempo, já com Xaves e Josiel, o Tricolor marcou o segundo. O atacante que acabara de entrar recebeu um chutão de Goiano e encarou o zagueiro, driblou com estilo e bateu cruzado.

Após o duelo, os jogadores comemoraram a façanha ao lado dos torcedores paranistas presentes em Calama. Uma festa justa.

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