A chapa formada por ex-presidentes do Paraná pode ganhar nesta semana o reforço de um adversário. José Carlos de Miranda, pré-candidato no pleito do dia 11/11, não descarta uma composição com o grupo liderado por Aramis Tissot e o suporte de Ênio Ribeiro, Dilso Rossi, Ernani Buchmann e Darci Pianna. "Se me procurarem, estarei à disposição. Tenho maior respeito por essas pessoas", diz Miranda.
Fogo amigo
Aos poucos, o apoio da Base à chapa de Tissot vai se tornando público. Responsável pelo departamento de formação do clube e indisposta com a L.A. Sports, a parceira ainda não assumiu a composição, mas... "a Base nos apoia sim. Falo isso com a certeza de não causar nenhum constrangimento aos meus amigos Marlo (Litwinski) e (René) Bernardi (sócios da Base)", admitiu Renato Trombini, um dos cabeças do grupo Revolução Paranista, por quem o estilo de gestão da Base é visto como um modelo interessante.
Menos um
Professor Miranda, que carrega o fardo da suspensão por suposto caixa 2 durante sua gestão, ao menos é um bom frasista para o estafe de oposição. "Dos ex-presidentes, só o Ocimar (Bolicenho, hoje dirigente do Atlético) não pode aparecer. Ele tira voto", aconselha.
Se chamar...
À frente do Urano e ainda invicto desde o início do ano passado no amador, quando deixou o Paraná, o técnico Ary Marques foi convidado ao evento de lançamento da chapa Revolução Paranista. Deu todas as indicações de que se chamado, volta às categorias de base do Tricolor.
Expertise
Ênio Ribeiro e Darci Pianna não vão assumir cargo caso a Revolução Paranista seja eleita, mas devem ter papel importante na montagem do time para a Série B de 2010. "Somos os presidentes que ganharam a Série B pelo Paraná. Sabemos o caminho", disse Ênio.
Letra morta
A Federação Paranaense de Futebol promete até o fim do mês ajustar o regulamento do Estadual. "Haverá uma saída jurídica e o consenso entre os clubes para acabar com o supermando", diz Amilton Stival, vice-presidente da entidade. Conforme o Estatuto do Torcedor, só poderia haver mudança após dois anos de disputa com as mesmas regras.
Vale o dito, não o escrito
A ideia da FPF é "pôr no papel o que foi de fato combinado", antecipa Stival, sem medo de ações no tapetão. "Na segunda fase, os quatro times de melhor campanha jogaram quatro vezes em casa e três fora." Nesta temporada, o Atlético jogou sete vezes como mandante.
Corte...
O fim das parcerias com Porto-PE, Uniclinic-CE, PSTC e Capa rendeu uma economia de R$ 100 mil por mês ao Atlético. Cada clube abocanhava R$ 25 mil mensais para revelar jogadores para o Rubro-Negro.
... E investimento
Segundo a direção atleticana, o dinheiro economizado com o fim das parcerias (da gestão Petraglia) incrementou, "com sobras", as finanças para a manutenção do CT do Caju mesmo com o clube tendo maiores gastos, pois reativou as categorias abaixo da sub-17.
Curiosidade belga
Pelo relatório de acessos do site oficial do Coritiba no mês de agosto, o segundo país que mais visitou o endereço foi a Bélgica. A explicação é a transferência do zagueiro Felipe para o Standard de Liège.
Comissão
Ex-presidente da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), Vicélia Florenzano será anunciada amanhã como nova integrante do grupo de seis avaliadores de projetos da Lei de Incentivo ao Esporte.
* * * * *
Mão do estado (foto 1)
"Os investimentos, com recursos próprios, realizados por entidade desportiva da modalidade futebol em obras de construção, modernização e reforma de seu estádio escolhido para os jogos da Copa de 2014 constituirão crédito fiscal". Eis o artigo 1.º do Projeto de Lei do deputado Beto Albuquerque (PSB-RS).
* * * * *
Entrevista
Hadson, jogador de futebol (foto 2).
Hadson, 9 anos, passou rapidamente pelo Paraná em 2003. Recebia R$ 300 de salário e mais R$ 1.000 pela cessão dos direitos de imagem. No ano passado, ganhou na Justiça uma ação trabalhista contra o Tricolor. Durante 80 meses (ou 7,8 anos), o meia irá receber mensalmente R$ 12,5 mil do ex-clube.
Você sabe que recebe a maior dívida trabalhista da história do Paraná Clube?
Cara, poderia ser bem pior ainda. Só busquei o que eu achei de direito. Ganhava R$ 1,3 mil por mês e a lei prevê na rescisão o pagamento do montante anual vezes 100. A multa no contrato era de R$ 5 milhões. Mas fui bonzinho.
Por que você foi mandado embora do Paraná?
Fiz seis jogos com o Caio Júnior. O Cuca chegou e fui encostado. Depois, pararam de pagar meu salário. Então, entrei na Justiça para me transferir para outro time. Mas, assim mesmo, o Paraná tentou me sacanear. Fui buscar os meus direitos. Para você ter uma ideia, até hoje não deram baixa na minha carteira. Bota fé?
Essa briga acabou sendo um grande negócio para você, não?
Capaz... Pô! Ralei um monte. Depois do Paraná, joguei no Vaduz (de Liechtenstein), no União Leiria (Portugal) e Ucrânia. Ali ganhei dinheiro. A grana do Paraná só deu uma tranquilidade, nada mais.
Quem errou no seu caso?
Olha, não gostaria de falar disso. Foi na gestão do Ênio Ribeiro, que foi um cara legal. O problema era que ele estava cercado de gente imprestável. Se os outros garotos da minha época fizessem isso, o clube não quebrava, não... Fechava as portas.
Essa dívida está sendo paga com pontualidade?
Mais ou menos (risos). Sempre atrasa um pouco. Daí, o Paraná me liga e conta uma história triste. Eu aceito. Mas o dia que eu descobrir que é sacanagem, meto chumbo de novo. Se eles errarem agora, precisariam pagar o valor integral.
O que você faz hoje?
Estou acertando com o Vila Nova, de Goiás.
* * * * *
Luiz Felipe Scolari, técnico do Bunyodkor, perde a inibição durante casamento no Usbequistão. A festa, com direito à dança do comandante do penta, era para comemorar o casamento do jogador Timur Kapadze.
http://tinyurl.com/dancadofelipao



