Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Brasileiro

Um Atlético digno da tradição do Furacão

Pelas mãos do técnico Oswaldo Alvarez em 2006 o Atlético está conseguindo números superiores até mesmo às consagradas campanhas do períoda pós-inauguração da Arena. Reflexo desse sucesso é o fato de, passados 24 jogos sob o comando de Vadão, o Rubro-Negro não apenas ter afastado o fantasma do descenso como ter posto em seu lugar a disputa por um título continental (Copa Sul–Americana) e por uma vaga na Libertadores de 2007.

A média de gols do atual time de Vadão (2,12 gols por partida) é melhor que a da equipe treinada por ele próprio em 1999 e 2000 (campeã da Seletiva e do Paranaense), por Levir Culpi em 2004 (vice-campeã do Brasileiro) e por Antônio Lopes em 2005 (vice-campeã da Libertadores). Perde apenas para o Furacão de Geninho, campeão nacional em 2001 e vice da Sul-Minas no ano seguinte.

No aproveitamento, porém, a versão 2006 é imbatível. Conquistou 66,6% dos pontos disputados. A equipe que chega mais perto dessa marca é a de Geninho, com 61,7%.

O técnico Vadão aponta uma semelhança fundamental entre a equipe que dirigiu nas temporadas 99/2000 e a atual. "Nos dois casos peguei jogadores bons, mas relativamente desconhecidos e em um mau momento", exemplifica.

"Além disso, a equipe de 99, assim como essa, tinha como ponto forte a ofensividade, que é uma característica do meu trabalho. Em ambas, em vez de toque de bola refinado, o que predomina é a objetividade, a jogada em direção ao gol", ressalta.

Para Antônio Lopes, que atualmente está sem clube, o time de hoje se assemelha ao da sua época no aspecto ofensivo, mas difere na postura fora de casa. "O meu time tinha bons atacantes e laterais que apoiavam muito e, assim como o atual, sabia aproveitar muito bem o fator campo quando jogava em Curitiba", destaca. "Além disso, éramos melhor nas bolas altas, com bom aproveitamento de Aloísio, Danilo e Lima. O time de agora também não tem um atacante de referência lá na frente como nós tínhamos, pois tanto o Dênis como o Marcos Aurélio se movimentam mais."

Segundo Barcímio Sicupira, comentarista da rádio Banda B e e maior artilheiro da história do Atlético, os bons momentos do Rubro-Negro são historicamente fundamentados nas duplas de ataque. "Foi assim com Paulo Rink e Oséias, Alex Mineiro e Cléber, Washington e Dagoberto, Lima e Aloísio, e agora com Dênis Marques e Marcus Aurélio", afirma.

Os meias ofensivos, para Sicupira, formam outro ponto em comum nestas equipes. "O exemplo de hoje é o Ferreira, assim como recentemente foram Kelly, Souza e Fabrício."

De acordo com o colunista da Gazeta do Povo Carneiro Neto, o sucesso do time de Vadão está amparado em dois fatores. "Ele resgatou e deu novo ânimo a jogadores que estavam esquecidos, como Michel e Marcos Aurélio, e está sabendo aproveitar o baixo nível técnico do campeonato", explica.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.