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Copa do Brasil

Vacilo no fim e falta de pontaria castigam o Atlético na Bahia

Rubro-Negro é superior durante boa parte do jogo, sai na frente, mas deixa o adversário empatar a poucos minutos do apito final

Sem Paulo Baier, que ficou em Curitiba se recuperando de lesão, Kléberson assumiu a braçadeira de capitão do Atlético. O volante, porém, saiu de campo machucado | Eduardo Martins / A Tarde - Agência O Globo
Sem Paulo Baier, que ficou em Curitiba se recuperando de lesão, Kléberson assumiu a braçadeira de capitão do Atlético. O volante, porém, saiu de campo machucado (Foto: Eduardo Martins / A Tarde - Agência O Globo)
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Confira os jogos da Copa do Brasil e os resultados de ontem

O empate poderia ser considerado um bom resultado pelo Atlético ontem antes do jogo de Salvador. Porém, após dominar a maior parte da partida e ver os donos da casa empatarem apenas aos 39 do segundo tempo, os rubro-negros lamentaram. "Foi um castigo", resumiu o equatoriano Guerrón, autor do gol do Furacão.

Apesar da decepção evidente por causa do revés inesperado, o Atlético depende apenas de um empate por 0 a 0 na Are­­na, na próxima quarta-feira, para classificar-se para as quartas de final da Copa do Brasil. Vale lembrar que a competição é um dos objetivos principais do clube neste ano, mais voltado para o torneio nacional depois de ver resumida a 5%, segundo o matemático Tristão Garcia, sua chance de conquistar o Estadual.

Em Salvador, o Atlético pa­­recia estar jogando em casa no primeiro tempo. Mesmo sem o capitão Paulo Baier, que não atuou por causa de uma lesão no joelho, a equipe rubro-negra jogava no campo do adversário, mostrando o melhor futebol até aqui na temporada e tendo mais oportunidades de marcar. Já o Bahia vivia de raros contra-ataques.

Porém foi justamente usando a arma do adversário que o Furacão abriu o placar. Madson tocou para Wagner Diniz, que conduziu até a intermediária tricolor, chamando a marcação, e deixando Guerrón livre. O equatoriano recebeu o passe e tocou na saída do goleiro.

Na etapa final o Bahia me­­lho­­rou, mas, mesmo assim, o Atlético conseguia se defender bem. Até que Marcos cruzou da direita, a zaga atleticana cabeceou para a entrada da área e Camacho, ex-Flamengo e Paraná, acertou um chute sem pulo para empatar o jogo. "Demos moleza na entrada da área. Não poderia ter dado es­­paço para o arremate do adversário", lamentou o lateral-direito Wagner Diniz.

O gol deu ânimo aos baianos, que pressionaram nos minutos finais do jogo, mas sem resultado prático. No final, o volante Róbston foi um dos mais críticos da sua própria equipe. "A gente chega na cara do gol e não faz. Se fôssemos mais competentes na frente, poderíamos ter feito dois ou três", criticou. "Mas não é de todo ruim o empate. O importante é este golzinho fora de casa", acrescentou o volante.

Com um desempenho claramente diferente dos últimos jogos, o meia Madson, camisa 10 na Bahia, concordou que a presença do técnico Adilson Batista alterou o jeito de a equipe jogar. "Mudou. Não questionando o trabalho de ninguém. A nossa equipe estava boa com o Geni­­nho, mas com o Adilson está me­­lhor. Temos tudo para chegar longe", ressaltou o baixinho.

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