O empate poderia ser considerado um bom resultado pelo Atlético ontem antes do jogo de Salvador. Porém, após dominar a maior parte da partida e ver os donos da casa empatarem apenas aos 39 do segundo tempo, os rubro-negros lamentaram. "Foi um castigo", resumiu o equatoriano Guerrón, autor do gol do Furacão.
Apesar da decepção evidente por causa do revés inesperado, o Atlético depende apenas de um empate por 0 a 0 na Arena, na próxima quarta-feira, para classificar-se para as quartas de final da Copa do Brasil. Vale lembrar que a competição é um dos objetivos principais do clube neste ano, mais voltado para o torneio nacional depois de ver resumida a 5%, segundo o matemático Tristão Garcia, sua chance de conquistar o Estadual.
Em Salvador, o Atlético parecia estar jogando em casa no primeiro tempo. Mesmo sem o capitão Paulo Baier, que não atuou por causa de uma lesão no joelho, a equipe rubro-negra jogava no campo do adversário, mostrando o melhor futebol até aqui na temporada e tendo mais oportunidades de marcar. Já o Bahia vivia de raros contra-ataques.
Porém foi justamente usando a arma do adversário que o Furacão abriu o placar. Madson tocou para Wagner Diniz, que conduziu até a intermediária tricolor, chamando a marcação, e deixando Guerrón livre. O equatoriano recebeu o passe e tocou na saída do goleiro.
Na etapa final o Bahia melhorou, mas, mesmo assim, o Atlético conseguia se defender bem. Até que Marcos cruzou da direita, a zaga atleticana cabeceou para a entrada da área e Camacho, ex-Flamengo e Paraná, acertou um chute sem pulo para empatar o jogo. "Demos moleza na entrada da área. Não poderia ter dado espaço para o arremate do adversário", lamentou o lateral-direito Wagner Diniz.
O gol deu ânimo aos baianos, que pressionaram nos minutos finais do jogo, mas sem resultado prático. No final, o volante Róbston foi um dos mais críticos da sua própria equipe. "A gente chega na cara do gol e não faz. Se fôssemos mais competentes na frente, poderíamos ter feito dois ou três", criticou. "Mas não é de todo ruim o empate. O importante é este golzinho fora de casa", acrescentou o volante.
Com um desempenho claramente diferente dos últimos jogos, o meia Madson, camisa 10 na Bahia, concordou que a presença do técnico Adilson Batista alterou o jeito de a equipe jogar. "Mudou. Não questionando o trabalho de ninguém. A nossa equipe estava boa com o Geninho, mas com o Adilson está melhor. Temos tudo para chegar longe", ressaltou o baixinho.




